Mais um pouco sobre o tal papel desconhecido.

Durante uma sessão de impressão algumas folhas revelaram sua marca d’água. Mesmo assim ainda não foi possível saber mais nada sobre Raffaello Galvani.

Teste feito com o papel desconhecido. Muito cuidado no manuseio por conta da gramatura mais baixa.
Cianotipia tradicional e “revelação” ácida (  ácido cítrico 15%).

Em 20/01/17 fiz uma postagem falando sobre o trabalho desenvolvido por Alex Gimenes no resgate dos processos para produzir ambrotipias e ferrótipos e falhei ao não mencionar seu parceiro nessa empreitada, Renan Nakano, e, portanto, me penitencio.
Desde a postagem de janeiro, a pesquisa e o trabalho de Alex e Renan se desenvolveu com os erros e acertos que sempre acontecem quando se tenta resgatar a história e a técnica de um processo fotográfico que já não se pratica há mais de um século.
Porém se existir estudo, trabalho e, principalmente, a paciência e a humildade em reaprender a fazer e preservar a memória das técnicas fotográficas, os resultados não poderiam ser melhores.

Para acompanhar esse trabalho, siga aqui.

ambrotipo

amb2

amb3

Um spoiler para o segundo semestre!

Cianotipia. Fórmula tradicional.

De repente alguém vem e pergunta:

– Encontrei esse bloco no fundo de uma caixa. Te interessa?

Mais de 90 folhas 23,5 x 31 cm. Gramatura 200g. Textura fina e tonalidade creme bem claro. Fabricante desconhecido, mas de excelente qualidade. As marcas da passagem do tempo se limitam às bordas e nada mais.
Minha resposta é óbvia.
Agora é decidir qual o melhor tema e processo para aproveitar esse presente.

A propósito. A Via Calzaiuoli continua em Florença,  já Galotti e Parenti não se sabe mais deles.