(Retornando, e ampliando o horizonte.)

Scanografia é o registro digital de imagens com a utilização de um scanner. A prática, que por suas características, fica restrita ao campo da fotografia experimental ainda é pouco conhecida no Brasil.

Sua execução é bem simples, bastando que objetos sejam colocados sobre o vidro do scanner. Porém isso é justamente o grande desafio para a obtenção de uma boa imagem. O scanner é projetado para capturar imagem em duas dimensões a partir de objetos  bidimensionais (a mínima espessura de uma folha de papel é irrelevante para considerarmos essa folha como sendo um objeto tridimensional).

Por conta da pouca profundidade de campo do scanner o registro perfeito da imagem de qualquer objeto somente acontecerá naquelas áreas onde existir contato entre o vidro do scanner e partes do objeto que se deseja scanear. Onde isso não ocorrer a imagem, de acordo com sua distância do sensor, irá perder definição, depois o foco e finalmente não haverá qualquer registro. É necessário que fique bem claro que quando se fala em pouca profundidade de campo não se está pensando em centímetros. Todo o trabalho deve ser pensado considerando poucos milímetros e, em muitos casos, suas frações.

Tendo isso em mente (e obviamente considerando que o scanner tem um limite de peso que pode ser aplicado ao vidro), qualquer objeto pode ser usado para a composição de imagens que serão transformadas em scanografias. De recortes de papel à bonecas de pano, passando por flores, conchas e garfos, o uso do scanner nos aproxima um pouco mais do “fazer uma fotografia”.

A scanografia tanto pode ser aplicada de forma direta a objetos quanto de forma indireta, quando utilizada em impressões fotográficas já prontas como forma de alterá-las, criando novas interpretações da foto original.

Scanografia direta.

Scanografia indireta com movimentação da impressão durante a passagem do sensor.

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Exposição: O ato fotográfico acessível, subversivo e sua transversalidade cultural


Abertura da exposição (com presença de Intérprete de Libras) no Museu da Energia São Paulo: 23 de outubro de 2021 às 14h.
Período de exibição: 23/10/2021 a 07/01/2022

Museu da Energia São Paulo
Endereço: Alameda Nothmann, 184 – Campos Elíseos, São Paulo – SP, 01216-000

Dias e horários de funcionamento:
Segunda a Sexta-feira das 11h às 17h (com visitas às 11h, 14h e 15h30)
Sábados das 10h às 17h (com visitas às 10h, 11h, 14h, 15h e 16h)
Devido a pandemia, o Museu está funcionando com dias e horários reduzidos. Solicita-se o agendamento da visita através do site da instituição. Obrigatório o uso de máscara durante toda a visitação. Mais informações, visite:http://www.museudaenergia.org.br

Alex Gimenes e Renan Nakano, apresentam através do Museu da Energia São Paulo a exposição “O ato fotográfico acessível, subversivo e sua transversalidade cultural”, com a curadoria de João Kúlcsar e curadoria e consultoria de Edgar Jacques.

O projeto selecionado no PROAC 09/2020 – edital de apoio à produção de exposições inéditas de artes visuais de São Paulo, apresenta retratos de pessoas com deficiência representando diferentes áreas da cultura.

A mostra traz reflexões sobre os recursos de acessibilidade em atividades culturais, inclusão da pessoa com deficiência nas artes e produção de exposições fotográficas acessíveis.

A intenção de Alex e Renan é, além de trazer as pessoas com deficiência como destaque da exposição, através das imagens, é também apresentar a todos os visitantes os possíveis recursos de acessibilidade para uma exposição fotográfica, mas que podem ser aplicados a diferentes atividades culturais.

A exposição contará com mapa, sinalização e piso podo tátil, vídeo guia e texto de curadoria em Libras, fotografias, objetos e escultura tátil, audiodescrição e áudio mediação que estará disponível através de QRcodes ou através de dispositivo reprodutor de áudio para uso individual.

Permitida a entrada de cão guia.

Ao longo da exposição, acontecerão de forma online e gratuita atividades voltadas a sensibilização sobre a temática “acessibilidade cultural” e “a pessoa com deficiência nas artes”. Dentre os convidados e palestrantes, estarão Edgar Jacques, Arthur Baldin, Coletivo Desvio Padrão e Desirée Nobre Salasar. Em janeiro de 2022, a exposição segue para o Museu da Energia Itu.

Acompanhe o instagram da exposição e tenha acesso a conteúdos extras e mais informações sobre os eventos: @fotograficoacessivel

Nenhuma descrição disponível.
EDGAR JACQUES
 
AD: Foto de Edgar Jacques visto do quadril para cima diante de um fundo branco. Ele sorri, olhando para frente, e segura uma bengala preta, um livro e uma caneta. Tem cabelo castanho curto e encaracolado, rosto oval, sobrancelhas finas, olhos escuros e nariz longo. Usa camisa com a estampa de silhuetas de árvores, em branco e preto. A gola da roupa e as mangas são pretas. As unhas da mão direita, que segura a caneta, estão pintadas de preto. A mão esquerda, que segura o livro, está entre as páginas.
 
 
Descrição por Joana Oliveira
Nenhuma descrição disponível.
MONA RIKUMBI
 
AD: Foto de Mona Rikumbi diante de um fundo branco, sentada em uma cadeira de rodas. Sorrindo largamente, ela olha para frente e segura um abedé colorido. Tem rosto oval, sobrancelhas finas, nariz pequeno, largo, e lábios finos. Está maquiada com lápis preto no olho, sombra e batom dourados. Usa um turbante amarelo com desenhos de flores e plantas; vestido longo sem alças e com a mesma estampa do turbante. Calça sapatilha bege e usa brincos de argola, uma pulseira rosa, no punho esquerdo, um anel com pedra no indicador da mão direita e esmalte amarelo.
 
Descrição por Joana Oliveira

Depois de mais de um ano de pandemia, de isolamento, e apesar de todos os cuidados ter sido infectado pela COVID-19. De ter pensado, seriamente, em terminar o blog e não me preocupar mais em saber o que postar, voltamos a publicar, aproveitando as lives feitas durante esse período em parceria com os amigos do “O Retratista”.

Essa é do Interfoto Itu – 2021 e o assunto, lógico, cianotipia.

Espero que gostem.


Finalmente consegui testar a estenopeica feita pelo “O Retratista Alex Renan“. Como pinhole não é a minha praia (ainda), não estou familiarizado com os tempos de exposição.

O filme usado foi um Kodak Color Plus 200, vencido há 4 meses, e das 36 poses essa foi o melhor resultado obtido. O filme foi revelado com revelador caseiro equivalente ao D76. Tempo de exposição: 10 segundos (aproximadamente). Negativo escaneado e invertido. Imagem sem edição.

Vila Isabel. Vista da Rua Prof. Manoel de Abreu.
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Câmera Estenopeica (pinhole) do “O Retratista Alex Renan”

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