Cianotipia.
Fácil de aprender. Fácil de fazer. Fácil de virar. Fácil de alterar.

Tão fácil que é, quase sempre, o primeiro processo de impressão fotográfica alternativo que se aprende para, depois, partir para os outros.

Porém, mesmo sendo tão fácil, quando estudado ainda revela pequenos detalhes de execução que, combinados com cada tipo de suporte disponível, pode ser a diferença entre mais uma impressão fácil e descartável e um trabalho que mereça uma parede.
O artigo de Christina Z. Anderson, publicado no site alternativephotography.com, mostra até onde o que é “fácil” pode ser refinado.

Cyanotype papers tested

(Fotografia Christina Z. Anderson)

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-É complicado?

-Quase sempre. Inglês vitoriano, expressões fora de uso e referências de época que precisam ser pesquisadas para não ser vítima da maldição do “traduttore, traditore”.

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É suficiente dizer que as pranchas deste trabalho foram obtidas pela mera ação da Luz sobre papel sensível. Foram formadas ou esboçadas somente por meio ótico e químico, e sem qualquer ajuda de alguém treinado na arte do desenho. Assim, desnecessário dizer que elas diferem em todos os aspectos, e tão amplamente possível em sua origem, das pranchas de tipo comum que devem sua existência às habilidades combinadas do Artista e do Gravador.

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Hoje não tem processo, fórmula ou técnica, mas tem história.
O documento firmado entre o Governo Francês, Daguerre e Joseph Isidore Niépce, filho e sucessor do sócio original de Daguerre, Nicéphore Niépce, para a cessão do processo da deguerreotipia.
Daguerre passa a receber uma pensão de 10.000 francos, enquanto Niépce, filho, fica com 4.000. (Art. 6)

 

Em 28/08/2010,  publiquei um post com o título  Papel Fotográfico Caseiro onde se mostrava como fazer uma emulsão simples de gelatina de prata (cloreto) para fazer papeis fotográficos pb.
A “receita” e o processo eram, e são, bem simples. Porém com muito espaço para experimentação e aperfeiçoamento.
Diferentemente dos produtos industriais onde a padronização é a regra imposta por conta dos custos de produção envolvidos, fazer um papel fotográfico de forma artesanal permite um grande número de variações, podendo cada praticante chegar até a ter a sua fórmula e processo pessoal.
Assim, segue outra formulação e suas etapas de elaboração.

Dissolver 6 g de gelatina em 90ml de água.

(A gelatina utilizada não foi aquela normalmente encontrada no comércio em sachets individuais. É mais fina e foi adquirida a granel em loja de temperos, condimentos, etc..)

Adicionar 2 g de cloreto de sódio e quando totalmente dissolvido, adicionar 1 ml de uma solução a 2% de iodeto de potássio.

COM LUZ DE SEGURANÇA, adicionar 10 ml de solução composta 10 ml de nitrato de prata a 15% e 2 g de ácido cítrico.

(A presença do iodeto torna a emulsão mais sensível, portanto a luz de segurança é realmente necessária.)

Banho-Maria por 30 minutos a uma temperatura entre 60 e 65ºC.

(A temperatura e o tempo são maiores do que aqueles indicados na primeira postagem. Isso, além de acelerar a formação dos haletos de prata aumentará sua sensibilidade à luz.)

Gelatina de prata – cloro/ iodeto

Dezembro não é mês para postagens (isso também vale para janeiro, fevereiro e junho). Natal, reveillon, férias. Tudo conspirando contra.
Mas como a teimosia é bem maior, segue o bonde.

Gelatina de prata ( iodeto) acidentalmente exposta por não mais do que 2 segundos. Isso aconteceu em outubro. Hoje fui fazer algumas cópias combinado gelatina de iodeto de prata com a de cloreto. E o resultado foi um completo desastre. Os papeis preparados logo no primeiro contato com o revelador já se mostraram totalmente velados.
Para não dizer que tudo foi perdido, tem papel para lumem.

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