Se já falei antes, repito. 
Estudar, pesquisar e praticar os processos fotográficos históricos ou alternativos é um bom vício. E por conta desse vício sempre estão reservadas algumas surpresas.

Na semana passada, retomei a pesquisa e procura de material de época para um livro sobre calotipia e negativos de papel e acabei por encontrar um texto escrito em português. O primeiro que vejo desde 2006, quando comecei a estudar os processos fotográficos do século retrasado.

Apesar de não me servir para o futuro livro, vale ser mostrado por sua peculiaridade e pelo fato de ser escrito em português em uma época que a produção de livros e textos sobre fotografia era quase um monopólio franco-britânico.

De autoria de José Maria de Oliveira Simões, o Apontamentos para um curso de Photographia foi publicado em Lisboa, em 1893, pela Sociedade Portuguesa da Cruz Vermelha.

Porém, o que realmente chama a atenção é o fato de que suas 256 páginas foram manuscritas e posteriormente litogravadas para publicação. 

Mais um detalhe, que quem acompanha este blog já deve saber. Sempre que possível vai alguma informação histórica a mais. O livro é dedicado “A sua Altesa (sic)  o Senhor Infante D. Affonso”, príncipe real português, Duque do Porto e irmão do penúltio rei de Portugal, Carlos I, que foi assassinado juntamente com o príncipe herdeiro, em 1908,  por integrantes do movimento republicano.

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Em Viseu, Portugal, uma oficina de cianotipia que usou este blog como referência. Feliz por saber que o trabalho não é em vão.

O Workshop de Cianotipia foi dinamizado em parceria com o Instituto Português do Desporto e da Juventude de Viseu e contou com a presença de cerca de 30 participantes. A Cianotipia é um processo simples e bastante versátil, quase sempre tratado como mera curiosidade e que tem na escala de azul sua principal e distinta […]
(não localizado o crédito do autor da foto)

No Lab Clube, uma boa oportunidade para quem deseja mais cor nos processos alternativos de impressão fotográfica.

Nunca se contente com uma impressão que seja somente aceitável.

Não celebre o erro, corrija!


Erros fortuitos podem até acontecer, mas somente devem ser considerados se puderem ser repetidos, aí deixam de ser erros e passam a ser uma variante do processo.

A Fotografia, desde sempre, é técnica. A arte surge quando a técnica, entendida e perfeitamente dominada, é posta a serviço da visão e criatividade de cada um.

Cianotipia. Negativo de papel encerado

Além dos diversos óleos que podem ser usados para tornar um negativo de papel translúcido, historicamente, a cera sempre foi a substância preferida para tal.
Seja a cera de abelha, seja a parafina das velas, sua aplicação é um pouco mais trabalhosa do que simplesmente esfregar um algodão com óleo, porém o resultado final é bem melhor pois não “seca” com o passar do tempo e não existe o risco de passar algum excesso de óleo para o papel da impressão.

Negativo em papel sulfite. Impressora LASER
Verso da folha
Folha A3. Para recobrir toda a área são necessárias duas velas comuns.
Ferro de passar na temperatura máxima sobre 4 folhas de jornal. Menos do que isso deixa rstos de cera no ferro. Se o número de folhas for maior, demora muito. (Só percebi a ajuda do guru do sexo depois.)
Inicio da aplicação.
Toda a área recoberta.
Negativo pronto para uso.
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