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Nitrato de prata.

Sem ele não existiria fotografia, nem manchas nos dedos. Um lembrete para quem quiser se aventurar na fotografia alternativa.

(E não venham me falar de luvas ou pinças… ainda estou para ver alguém que não tenha posto os dedos diretamente na trinca revelador/interruptor/fixador.)


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Ainda falta alguma coisa.

A concentração de nitrato  de prata foi reduzida em 50%. O tempo de exposição mantido em 4 minutos. Nos próximos testes a quantidade de cloreto de sódio também será reduzida em 50%.
(Talvez a literatura moderna disponível tenha omitido alguma coisa ou então, eu é que deixei escapar algum detalhe. Seja como for, a pesquisa continua com a leitura de alguns livros publicados ainda nos 1800’s. )

 

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A parte química aos poucos sendo destrinchada.

A quantidade de cloreto de sódio tem que ser o mais próxima da proporção 1:4 em relação ao nitrato de prata. A formação da imagem é mais eficaz quando existe um excesso de nitrato.

É importante que a primeira lavagem, logo após a exposição, seja bem eficiente para que tal excesso seja eliminado (precipitado leitoso na água). Se  isso não ocorrer o nitrato livre excedente será incorporado à imagem quando do banho fixador, deixando-a mais escura como se tivesse sido superexposta.

O papel da imagem abaixo foi “salgado” com aproximadamente 2,5g de cloreto de sódio dissolvidos em um litro de água. ( Como no momento não há balança de precisão, a saída é carregar de algum restaurante ou lanchonete aqueles sachês com um grama de sal.) A concentração do nitrato foi de 10%.

Ainda necessário acertar os tempos de exposição e isso, é trabalho para uma boa dose de paciência e muito papel.

As manchas ficam por conta de uma "poça" de nitrato não espalhada com a trincha.

As manchas ficam por conta de uma “poça” de nitrato não espalhada com a trincha.

 

 

 

A rigor todo e qualquer papel fotográfico fotoquímico pode ser enquadrado nessa categoria. Sempre existem sais envolvidos na reação, sejam eles de prata, ferro, cromo, ouro, platina ou paládio. Porém se convencionou chamar de “papel salgado” o mais básico dos papeis fotográficos que envolvem o uso da prata.
Processo dominante de impressão até o início da década dos 1860 e comercialmente mais bem sucedido que a imagem  única fornecida pelo processo do daguerreotipo, foi o primeiro processo a possibilitar um número ilimitado de cópias de uma mesma imagem.

No papel salgado a formação do cloreto de prata fotossensível, resultante da reação entre o cloreto de sódio ( sal de cozinha) ou de amônia e o nitrato de prata se dá dentro das fibras, gerando uma imagem sem brilho ( mate) e com densidade máxima relativamente mais baixa.

 

Para melhorar a qualidade da imagem e dar um pouco mais de profundida é necessário que se use mais um componente na preparação do papel. Um selante/agregador orgânico como, por exemplo, gelatina ou amido de milho, que irá agir de forma a impedir que os cristais de cloreto de prata se formem mais profundamente no papel,  aumentando sua concentração nas camadas mais próximas a superfície. Alguns autores indicam que o uso de diferentes compostos e diferentes concentração podem alterar as tonalidades finais da imagem.

Além da dupla cloreto e nitrato mais um composto químico  acidulante deve ser adicionado à solução. O ácido cítrico por não ser um ácido forte é normalmente a escolha. Apesar de não ter qualquer participação na formação da imagem, sua função é minimizar o surgimento de véus e evitar um rebaixamento muito acentuado por ocasião da fixação.

 

Alterada a quantidade de gelatina de 12g para 8g. Isso foi feito para que a tonalidade geral da imagem perdesse um pouco do excesso de “laranja”, ganhando tons mais castanhos.
Tempo de exposição: 5 minutos com céu aberto e luz do sol incidindo diretamente. Índice UV: 6

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Aspecto com 3 minutos de exposição.

Aspecto com 3 minutos de exposição.