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Sir John Frederick William Herschel, matemático, astrônomo, químico e inventor inglês. Além de tudo isso, Herschel tem seu nome ligado a fotografia de forma profunda. Suas pesquisas nesse campo levaram à criação da cianotipia, da crisotipia (impressão com sais de ouro) e da platinotipia ( sais de platina).

Fez experiências no campo da reprodução de cores, notando que os raios de luz de diferentes setores do espectro criavam registros diferentes sobre um papel fotográfico.

Oficialmente, os termos: negativo, positivo e fotografia, são criação sua, porém sua maior e mais importante contribuição para a fotografia foi a descoberta da propriedade do  hipossulfito de sódio (hoje, tiosulfato de sódio) como solvente dos haletos de prata.

Essa descoberta foi informada tanto a Fox Talbot quanto a Daguerre que passaram a usar o “hipo” como fixador da imagens fotográficas.

(O hipossulfito de sódio é, até hoje, o principal componente de todos os fixadores fotográficos)

John herchel fotografado por Julia Cameron

John Herchel, fotografia de Julia Cameron

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As trê virtudes teologais ( quem estudou em colégio de padre, sabe o que é isso.)

Cartões postais alemães do início do século XX ( provavelmente papel de iodo-brometo de prata). Note que, além de pintados a mão, a estética das imagen tenta emular uma pintura – característica típica dos fotógrafos pictorialistas do início do século XX.

Os cartõe foram cedidos para este post pela Quarup Livraria Antiquária, de Juiz de Fora.

Fé

Esperança

Esperança

Caridade

Caridade

Abaixo vai o resultado do que foi mostrado no post anterior.

resultado final

resultado final

Quando se lê alguma coisa muitas vezes fica a impressão de que ficou faltando mostrar, de forma mais prática, o que se está tentando entender ou aprender.

Por conta disso, segue abaixo um resumo visual do processo da cianotipia.

Sensiblização do papel. ( Cuidado! Se cair na roupa, mancha mesmo). Use sempre uma vasilha de vidro ou louça que podem sempre ser bem lavadas. Plástico não presta pois, além de manchar facilmente, fica entranhado com resíduos da solução usada.

Sensiblização do papel. ( Cuidado! Se cair na roupa, mancha mesmo). Use sempre uma vasilha de vidro ou louça que podem sempre ser bem lavadas. Plástico não presta pois, além de manchar facilmente, fica entranhado com resíduos da solução usada.

Folha pronta para secagem. Note a cor amarela brilhante da solução sensibilizadora recém aplicada.

Folha pronta para secagem. Note a cor amarela brilhante da solução sensibilizadora recém aplicada.

"Ingredientes do sanduiche". Uma placa para apoio. Negativo grande. Placa de vidro. Papel sensibilizado. Note a mudança na cor do papel após 24 horas da aplicação da solução sensibilizadora.

"Ingredientes do sanduiche". Uma placa para apoio. Negativo grande. Placa de vidro. Papel sensibilizado. Note a mudança na cor do papel após 24 horas da aplicação da solução sensibilizadora.

"Sanduiche" pronto para exposição.

"Sanduiche" pronto para exposição.

Exposição. Luz do sol direta. Hora: 11:20. Tempo de exposição: 4 min30s.

Exposição. Luz do sol direta. Hora: 11:20. Tempo de exposição: 4 min30s.A tonalidade esverdeada do papel vai ficando cada vez mais cinza.

Revelação com água até que as altas luzes estejam livres do verde/amarelo do excesso de ferricianeto de potássio . Depois é só lavar, por aproximadamente 30 minutos, e deixar secar na temperetura ambiente.

Revelação com água até que as altas luzes estejam livres do verde/amarelo do excesso de ferricianeto de potássio . Depois é só lavar, por aproximadamente 30 minutos, e deixar secar na temperetura ambiente.

Simples assim!

O título desse post é justamente o que é sugerido. Em tempos de digital não há por que não se usar  essa ferramenta.

Já foi dito em outros posts que os negativos que se utilizam para a execução das cópias com os processos alternativos devem ser do mesmo tamanho da imagem final desejada.

Então segue aqui um pequeno passo-a-passo para a obtenção de um negativo adequado para uma cianotipia.

A partir do arquivo digital original, a primeira etapa é conversão da imagem para uma escala de cinza, (em bom português, preto e branco). Nesse novo arquivo p&b são feitos os ajustes de brilho e contraste julgados necessários.

Feito isso a imagem p&b deve ser transformada em uma imagem negativa. (Fácil. Dois ou três cliques no mouse). No entanto isso pode ser um pouco mais refinado para que seja obtido um melhor resultado.

Cada processo alternativo tem sua própria característica. Um negativo trabalhado para cianotipia não renderá o mesmo resultado se utilizado para goma dicromatada ou platinotipia, assim, são necessários pequenos ajustes no negativo para que esse possa ser utilizado com eficiência de acordo com o processo escolhido.

Esses ajustes são, em sua maioria, relacionados com a densidade do negativo. Vale aqui lembrar que estamos falando de processos extremamente lentos para os padrões atuais da fotografia e mais, que não trabalhamos com luz branca e sim com UV. Assim, esses ajustes vão sendo feitos caso a caso.

No entanto existe uma forma de padronizar esses ajustes por meio da aplicação de parametros médios para cada processo. (No Photoshop – curvas).

Abaixo a sequência, da imagem original até a aplicação da curva média para cianotipia.

Imagem original

Imagem original

Conversão para p&b e ajustes

Conversão para p&b e ajustes

Negativo p&b

Negativo p&b

Negativo com aplicação de curva específica para cianotipia

Negativo com aplicação de curva específica para cianotipia

Note a diferença entre os dois negativos.

Para baixar a curva do negativo para cianotipia e também para outros processos, visite o site www.alternativephotography.com