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Sem pilhas ou baterias. Não tem flash embutido nem hot shoe.  Não tem fotômetro e nem muito menos auto-focus. Não precisa instalar programa no computador e esqueça o balanço de branco….

Mas eu bem que gostaria de testar uma dessas.

Essa empresa, ( The Blair Camera Co.) foi concorrente direta da Kodak, mas acabou sendo comprada por esta, passando a ser a “Blair Camera Division of Eastman Kodak Company”.

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Rodinal é o nome comercial de um dos mais antigos reveladores. Patenteado em 1891, era produzido pela alemã AGFA. É um revelador universal que pode ser usado em qualquer material com prata fotossensível.

Com o fechamento da AGFA e o término do direito a patente, o revelador Rodinal passou a ser fabricado, sob outros nomes, por várias empresas

Uma das principais características desse revelador é sua acutância, (o limite entre áreas de alta e de baixa densidades). Em sua formulação não há qualquer “solvente ” de prata.  A prata metálica, uma vez revelada, fica nesse estado  o que contribui para que os limites dos objetos fotografados sejam bem definidos e aumentando o contraste geral das fotografias.

Por ser um revelador de alta energia, não se recomenda o uso do Rodinal para a revelação de filmes de ISO alto. Caso seja usado, é bom se preparar para uma cópia bastante granulada.

Infelizmente é impossível se conseguir esse revelador no Brasil, porém, e mais uma vez, existe a química, a pesquisa e uma pequena dose de  paciência para se fazer um revelador com características bem semelhantes.

O composto diretamente responsável pela revelação no Rodinal é o 4-aminofenol que é muito caro para ser comprado para uso eventual, no entanto, com uma visita à farmácia e outra à loja de ferragens podemos fazer, em casa, um revelador com características muito semelhantes ao Rodinal original. Na literatura existente, esse revelador é chamado de Parodinal.

Para 250ml de Parodinal concentrado, você vai precisar de 30 comprimidos de paracetamol (isso mesmo, o analgésico), que deverão ser completamente reduzidos a pó e depois dissolvidos em 150ml de água. Algum resíduo pode se depositar no fundo do frasco, mas isso não afeta a eficiência do revelador.

Em seguida, adicione 50 gramas de sulfito de sódio e agite até a completa diluição.

O último composto a ser usado é o hidróxido de sódio anidro (soda cáustica). 20 gramas devem ser adicionados à solução misturando tudo com uma vareta de vidro.

Complete com mais 50ml de água fria e deixe descansar por 48 horas. Guarde em frasco ambar ao abrigo da luz.

Essa solução é o revelador concentrado que poderá ser usado em diluições de até 1:100 ( uma parte revelador e 99 partes de água).

OBSERVAÇÕES:

1)  O paracetamol é o nome comercial do composto acetominofeno que, quando posto em contato com um hidróxido forte, no caso a soda cáustica, se transforma em para-aminofenol que vem a ser exatamente o 4-aminofenol utilizado na formulação original.

2) A reação com o hidróxido de sódio é exotérmica, ou seja, gera calor. As precauções necessárias devem ser adotadas.

3) A solução concentrada, depois de pronta, apresenta uma coloração rosa/lilás claro.

4) A solução de trabalho (diluída) se esgota rapidamente. Usar em, no máximo, 30 minutos após sua preparação.

5) Esse revelador é universal para materiais fotográficos em preto e branco.

6) Existem variações da fórmula acima, com a substituição do sulfito de sódio por metabissulfito de sódio ou a adição de brometo de potássio como agente anti véu.


Ok. Podem dizer que é mórbido, mas ficou interessante.

A imagem é do meu antebraço fraturado no dia 16 de dezembro, feita sobre papel salgado, a partir da chapa de raio-x.

O preparo do pepel, exposição, “revelação” e fixação, foi padrão.

Valem as seguintes observações: O acetato da chapa é mais espesso do que as transparências normalmente usadas para fazer os negativos para as impressões alternativas.

Por conta disso, a radiação UV é filtrada, impedindo a reação completa do cloreto de prata, portanto, o tempo de exposição deve ser aumentado ou uma fonte mais intensa de UV usada.

Quem sabe, depois não faço outra impressão do conserto feito com mais tempo de exposição?

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 16.000 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 6 concertos egostados para sentar essas pessoas todas.

Clique aqui para ver o relatório completo