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Depois de algum (muito) tempo fazendo impressões com o processo da cianotipia é hora de mudar o foco.

Recuando uns poucos anos na cronologia dos processos históricos, agora revisito o processo do papel salgado… sai o ferro e entra a prata.

Para quem está acompanhando o blog há pouco tempo, uma das primeiras postagens foi a descrição desse processo.

A imagem abaixo foi obtida após uma exposição de 4 minutos com céu aberto sem nuvens e incidência direta da luz do sol. Índice UV 6.

Voltando ao básico!

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The Pencil of Nature

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Em formato E-Book e disponibilizado pelo Project Gutenberg.
Talvez as fotografias digitalmente “melhoradas” não mostrem a realidade do processo desenvolvido por Talbot, porém vale a pena ler os textos que as acompanham e, principalmente, o “Brief Historical Sketch of the Invention of the Art”.

Continuando a garimpar fotógrafos e artistas que têm envolvimento com os processos históricos e alternativos de impressão fotográfica, encontrei ( ou melhor, fui encontrado ) pelo Díptico .
Em Brasília,  Rafael Lobo e Bernardo Costa aliam desenhos e impressões feitas com a técnica do papel salgado.
Duas formas de ver a mesmo objeto, no caso o corpo humano, perfeitamente sincronizadas e cada uma guardando suas características próprias.
O uso criativo e pessoal dos processos históricos e alternativos da fotografia só tem como limite a própria imaginação de seus praticantes.

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Além da exposição ORGÂNICO 2, o FOTO 14 ainda me proporcionou a oportunidade de ministrar uma oficina. Foram dois dias de atividades onde, apesar de total falta de sol, os participantes tiveram seu primeiro contato com os processos históricos e alternativos de impressão fotográfica e já produzir alguns trabalhos de qualidade.

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Na falta do sol, vale o improviso.  O ultravioleta necessário veio desse jeito: Luz negra e paciência.

Na falta do sol, vale o improviso. O ultravioleta necessário veio desse jeito: Luz negra e paciência.

Como uma das exposições integrantes do FOTO 14, evento promovido pela Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage – FUNALFA, de Juiz de Fora, pude mostrar alguns trabalhos, feitos com o processo da cianotipia, que dão continuidade ao que iniciei, ainda em 2007, com a exposição ORGÂNICO, também na cidade de Juiz de Fora.
Além dessa exposição, também pude oferecer uma oficina para que outras pessoas pudessem ter um primeiro contato com os processos fotográficos históricos e aprender como fazer impressões fotográficas usando essa técnica.
Já não estou mais morando lá, mas foi em Juiz de Fora que a fotografia alternativa entrou de forma definitiva em minha vida e essa  oportunidade de poder mostrar outra vez algumas imagens e, principalmente, poder compartilhar o que aprendi com essa minha “cidade natal fotográfica”, me deixa muito feliz.
A exposição acontece até o dia 14 de setembro, na Manufato Galeria e Café. R. Morais e Castro, 307 – Alto dos Passos – Juiz de Fora.

Só um pouco da técnica ( para variar): Para a execução de todas as impressões foram usados negativos feitos em papel sulfite, tornados mais translúcidos com a aplicação de vaselina líquida – uma adaptação do que foi feito por Gustave Le Grey, ainda na segunda metade do século XIX.

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