You are currently browsing the monthly archive for setembro 2015.

Para quem está no Rio de Janeiro, e quer aprender como se faz uma cianotipia, um papel salgado ou um van dyke, essa turma manda muito bem.

10857745_763020923752816_6244055024782699289_n

Hoje se comemora o Dia Mundial da Cianotipia, o primeiro. Um processo de impressão fotográfica simples, fácil de ser executado e extremamente versátil.
Criado por Sir John Herschel, cientista inglês, ainda na primeira metade do século XIX, é a melhor porta de entrada para qualquer um que queira experimentar o prazer de fazer uma impressão com as próprias mãos… sem mouse, HD ou impressora.
Abaixo algumas cianotipias feitas pelo próprio Herschel. Note que as imagens são “negativas” pois foram feitas a partir de gravuras ( positivas).

A direita a gravura original. "Cena Italiana" de Henry Cook. A esquerda, a cianotipia "negativa" feita por Herschel.

A direita a gravura original. “Cena Italiana” de Henry Cook. A esquerda, a cianotipia “negativa” feita por Herschel.

 "Still in My Teens," Cianotipia, Herschel

“Still in My Teens,” Cianotipia, Herschel

 "The Honourable Mrs. Leicester Stanhope," Cianotipia, Herschel

“The Honourable Mrs. Leicester Stanhope,”
Cianotipia, Herschel

 

A publicação anterior teve como título “Erros“, portanto nada mais justo que mostrar alguma coisa com os acertos.
Os dados de execução são os seguintes:

Suporte

Papel Canson Aquarela 300g. Salga do papel: 2g de sal para 30ml de água, mais 2g de gelatina, aplicado com uma trincha nova. Sensibilização: solução de nitrato de prata a 10%, aplicado com outra trincha, também nova.

Exposição

A partir de um negativo de papel encerado, 15 minutos a céu aberto com luz do sol direta. Índice UV, alto

“Revelação”

Lavagem inicial por 10 minutos com 4 trocas de água. Fixação por 4 minutos em solução de 20% de tiossulfato de sódio ( hipossulfito). Lavagem final por 15 minutos em água corrente. Secagem ambiente.

DSCF7076-001

 

Muitos autores recomendam o uso de pincéis do tipo hake para efetuar a sensibilização dos papéis que se usam nos processos alternativos de impressão fotográfica, porém esses têm um custo bastante alto com quase nenhum benefício efetivo na tarefa. Alguns pincéis hake podem chegar a custar mais de R$ 150,00, contra a média de oito e poucos reais dos pincéis comuns que podem ser comprados em qualquer loja de ferragens de bairro.
O ponto levantado por tais autores é de que os pincéis comuns, com suas virolas metálicas, podem afetar a qualidade das impressões. Isso é verdade, mas somente depois de um bom tempo de uso e se não for feita uma boa limpeza após cada sessão.
Como uma das intenções deste blog é, além de mostrar como usar os processos alternativos de impressão fotográfica, é tentar fazer isso da forma mais simples e direta possível, segue abaixo o que acontece quando um pincel comum ( com virola de metal) atinge o seu limite de uso.

 

Trincha após um ano de uso com cianotipias e papel salgado. Vida útil para os processos alternativos já esgotada.

Trincha após um ano de uso com cianotipias e papel salgado. Vida útil para os processos alternativos já esgotada.

Impressão em papel salgado onde foi usada a trincha da imagem anterior. Além de faixas mais escuras como se a imagem estivesse encardida, uma mancha grande, do metal oxidado da virola, aparece também.

Impressão em papel salgado onde foi usada a trincha da imagem anterior. Além de faixas mais escuras como se a imagem estivesse encardida, uma mancha grande, do metal oxidado da virola, aparece também.

Detalhe da "ferrugem".

Detalhe da “ferrugem”.