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Manchas no negativo após a secagem. Isso já aconteceu, pelo menos numa vez, com qualquer um que já tenha se aventurado a revelar seus próprios filmes. Na hora de ampliar aparecem aquelas manchas na cópia, que simplesmente arrasam uma imagem que teria sido perfeita.

Esse problema acontece quando o filme é pendurado para secar e a água não escorre completamente, formando pequenas “poças” que levam mais tempo para secar e deixam marcas na emulsão.

Uma forma de minimizar isso é o uso de algum surfactante na lavagem final do filme. O mais conhecido deles é o Photo-Flo, que foi fabricado pela Kodak. Sua ação se dá pela diminuição da tensão superficial da pequenas concentrações de água fazendo com que ela escorra com mais facilidade.

Porém como é cada vez mais complicado conseguir Photo-flo, ou qualquer outro produto semelhante no Brasil, partimos para a solução caseira mais próxima.

Os detergentes de louça são os surfactantes mais fáceis de serem usados para a substituição dos produtos específicos.


Em um litro de água adicione 30 ml de detergente e 25 ml de álcool isopropílico. Use após a final de lavagem do filme e depois é só pendurar para secar. (Em um local sem poeira, por favor!)

ATENÇÃO! Detergente transparente neutro. Você não vai querer descobrir que o corante vermelho e o aromatizante eventualmente alteraram alguma coisa nos seus negativos.

Processo de impressão desenvolvido por Thomas Sutton.

A química está correta, mas preciso de uma trincha mais macia.

Detalhe de chafariz. Pálacio do Catete. Rio de Janeiro.
Avencas.

Camera-wiki.org

Um bom site para começar a pesquisar um pouco mais sobre modelos e história das câmeras.
Não oferecem qualquer tipo de cotação. Isso fica por conta do vendedor, que pede o que bem entender, e do comprador que paga, se quiser.

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Só pensando.

1 – Colecionadores sempre existiram. Colecionar objetos parece ser um traço humano. Mais forte em uns do que em outros, mas sempre presente. Da coleção de chaveiros e caixinhas de fósforo, até cartões de telefone e selos. Tudo é, e tudo pode ser colecionável.

2 – Com as câmeras fotográficas nosso comportamento não é diferente. Muitos têm a primeira câmera guardada até hoje (Eu!!! Kodak Rio-400), e outros ainda guardam e conservam aquela câmera preferida (Eu, de novo. Asahi Pentax Spotmatic-II). Mas isso ainda não é coleção.

3 – Depois que a fotografia se tornou indústria, cada modelo de cada fabricante passou da escala de algumas dezenas para a casa dos milhares de exemplares, portanto colecionar câmeras fabricadas a partir desse momento não é investimento, é prazer. Investimento só se você conseguir encontrar a preço de banana uma Giroux Daguerreotype, fabricada em 1839.

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Câmera Giroux Daguerreotype, original. Avaliada em, aproximadamente 500.000 euros (2015).

4 – Câmeras fotográficas são produtos industriais e como tal sujeitos a quebras e desgastes decorrentes de uso. Câmeras quebradas são ajuntamento e não coleção. Gaste seu dinheiro em com aquela câmera que funciona e você, se quiser, pode usar.

5 – Procure saber a história de cada fabricante. Isso ajuda a saber se aquela câmera que você está pensando em comprar foi feita em um momento de sufoco financeiro ou não. Isso pode ser importante quanto ao material empregado e os controles de qualidade da marca.

6 – Nas décadas de 1940 e 1950 as câmeras eram europeias. Nos anos 1960 e 1970 é a vez das japonesas. Daí para frente virou zona com a proliferação das saboneteiras.

7- Leica e Hasselblad são de outra dimensão e, acredite, a Canon era segunda linha, atrás das Nikon, Pentax, Olimpus e Minolta.

8 – Não são só câmeras de filme. A Mavica já é peça colecionável.

Quando se fala em viragem a primeira coisa que se pensa é em uma mudança radical de cor ou tonalidade da imagem.
Nas cópias com base de prata, as viragens feitas com selênio ou ouro, têm dupla função. Além de alterar a tonalidade e a temperatura da imagem servem para protegê-la aumentando sua permanência.
Viragens destinadas somente a alterar a cor da imagem devem ser executadas com extrema atenção quanto aos reagentes usados, a duração de cada etapa e, principalmente, a lavagem final. Qualquer falha ou atalho irá comprometer a permanência da imagem, seja por ataque direto aos sais que a formaram, seja pela simples degradação do suporte.

Como a cianotipia, de todos os processos de impressão fotográfica alternativos, é o que mais se presta para intervenções e a porta de entrada para a maioria dos praticantes da fotografia alternativa, seguem as etapas para uma viragem suave com chá.

Cianotipia original. Superexposta um minuto além do tempo necessário para compensar o rebaixamento.
Rebaixamento com carbonato de sódio.
4 g dissolvidos em 3,5 litros de água para que a reação seja lenta e melhor controlada. Agitação constante. Até atingir esse ponto foram 12 minutos.
Virada.
Assim como no rebaixamento o banho de viragem foi propositalmente deixado bem diluído para maior controle.
2 litros de água + 500 ml de chá preto, fraco + 1 ml de solução de iodeto de potássio (2%)
Tempo banho 120 minutos. Agitação a cada 20 minutos. Lavagem final por 15 minutos com agitação constante e três trocas de água.

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