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A sequência é a seguinte:

1: Cianotipia executada normalmente e deixada de lado por mais de duas semanas.

2: Banho inicial somente com água para “abrir” as fibras do papel. (Um a dois minutos)

3: Banho em solução de carbonato de sódio a 3%, para rebaixar a tonalidade. (Controle visual)

4: Lavagem com água corrente para interromper a ação do carbonato. (Cinco minutos)

5: Banho com café forte e água, 2/3 : 1/3. (Controle visual)

6: Lavagem com água corrente. (Dois a três minutos)

7: Banho com solução de amônia a 4%. (Controle visual)

8: Lavagem final com água corrente. (Quinze minutos)

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Fazer uma imagem, por qualquer que o processo alternativo de impressão, sempre traz em si o potencial para um erro. Algumas vezes, esse erro pode ser bem aproveitado conferindo ao trabalho alguma característica estética que o diferencie.
Porém, erros positivos não acontecem com a frequência que se imagina. Na esmagadora maioria das vezes, o erro só leva ao desperdício de tempo e dinheiro. (Isso mesmo! Papeis e química desperdiçados são dinheiro jogado fora.)
Escolher um papel que tenha reserva alcalina para uma cianotipia é um erro. Imaginar que os 35 gramas indicados na fórmula podem ser 40 ou 30, é um erro. Escolher um negativo com pouco contraste para um processo que peça negativos duros, é também um erro.
Não estou dizendo que experimentar seja errado. Experiências são o que fazem as coisas evoluírem. Porém isso deve ser feito sabendo-se que é uma experiência e não querer que se obtenha o mesmo resultado do processo consagrado.

Quanto mais conhecimento sobre um processo, seja ele qual for, se tenha maiores são as chances de controle e menores são as variáveis que podem levar a um erro. Então para ajudar um pouco mais, veja aqui, e se quiser baixe para o Photoshop, as curvas que representam os tons necessários para que um negativo digital  possa ser usado em alguns dos processos mais comuns.
Note bem! Essas curvas não são uma regra e nem são obrigatórias. Elas somente são uma forma de regularizar os tons do negativo dentro de uma média ideal para tal  e qual processo. No final de tudo é você que decide o que vai fazer.

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Fotografia nunca foi uma atividade barata e a fotografia alternativa, por sua própria natureza, tem um custo mais elevado ainda. Os químicos envolvidos nos diversos processos não se encontram em pequenas quantidades. Os papeis não são facilmente encontrados na papelaria da esquina e, principalmente, os erros são frequentes.
Uma das formas para reduzir esses custos é usar negativos de papel, que naturalmente têm suas limitações se comparados aos negativos feitos em transparências. Ganha-se no custo e perde-se na nitidez e detalhamento da imagem. Porém essa perda pode ser minimizada, sem um aumento significativo no custo, com o uso de uma impressora LASER ao invés de jato de tinta.  A imagem produzida pelos negativos de papel, impressos com LASER, apresenta uma nitidez e um nível de detalhamento semelhante aos das transparências.

Cianotipia feita a partir de negativo de papel encerado. Impressão do negativo feita em uma impressora LASER.

Cianotipia feita a partir de negativo de papel encerado. Impressão do negativo feita em uma impressora LASER.

O nível de detalhamento e nitidez é muito alto e bem superior ao que seria obtido com um negativo impresso com jato de tinta.

O nível de detalhamento e nitidez é muito alto e bem superior ao que seria obtido com um negativo impresso com jato de tinta.

 

Qualquer um que ultrapasse o estágio inicial da mera curiosidade sabe que, no Brasil, o número de pessoas que estuda e pratica qualquer processo fotográfico alternativo não passa de “meia-dúzia-de-três-ou-quatro”. Por isso mesmo, é sempre bom descobrir mais um.

Alex Gimenes, de São Paulo, está desenvolvendo um projeto para produzir ambrótipos e ferrótipos e confirmando a regra sabida por todos que entram no campo da fotografia alternativa: Não existe nada pronto na prateleira da loja. Qualquer coisa, você vai ter que fazer.

Tanques de sensibilização e fixação.

                                    Tanques de sensibilização e fixação.

Normalmente quem se aventura na fotografia alternativa acaba descobrindo que vai ter que fazer pessoalmente tudo o que for necessário. Da preparação das soluções, sensibilização do suporte e tudo o mais até a secagem final da impressão. Isso vale tanto para a sofisticação de uma impressão a carvão, quanto a cianotipia mais simples.

De vez em quando, porém, surge alguém que torna esse caminho bem mais curto. Esse é o caso, e até onde sei único no Brasil, da turma do Lab Clube, do Rio de Janeiro.
Em novembro do ano passado, durante a oficina de gelatina de prata, ficou combinado que me mandariam algumas folhas já preparadas para cianotipia para fazer alguns testes. Tudo acertado e depois foi só ter a paciência para aguardar o correio com as desculpas já tradicionais de final de ano. Entre postagem, trânsito e entrega, o papel ficou dezoito (!!!) dias sensibilizado e sem uso.

Ao abrir o saco de plástico preto, a primeira folha estava com uma cor quase verde musgo, bem escurecida. Pensei no pior por conta do tempo decorrido entre a sensibilização e o uso.
Como não tinha como antecipar qualquer resultado resolvi fazer as exposições de modo a poder interrompê-las sempre que quisesse verificar seu andamento.
Após duas tentativas não muito bem sucedidas por conta de tempos de exposição não compatíveis com o estado do papel e por estar usando negativos de papel encerado, imaginei aumentar o tempo de exposição para compensar a oxidação dos 18 dias postais.
Eis alguns dos resultados:

Papel para cianotipia Lab Clube.

Papel para cianotipia Lab Clube.

Papel para cianotipia Lab Clube

Papel para cianotipia Lab Clube.

papel para cianotipia Lab Clube.

papel para cianotipia Lab Clube.

A qualidade das impressões em nada ficou dever a qualquer papel sensibilizado e usado dentro de um prazo curto. Acredito que qualquer um que queira se iniciar na fotografia alternativa, mas ainda não tem o domínio completo do processo, pode usar sem susto esse papel feito pelo Lab Clube.