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Mais um livro, em português, abordando processos fotográficos históricos.

Alex Gimenes e Renan Nakano acabam de publicar, pela editora Diafragma 8, o livro Fotografia do Séc XIX:  Ambrotipia e Ferrotipia.

Uma excelente notícia para quem quer conhecer um pouco mais da história da fotografia e, quem sabe, se aventurar a fazer imagens únicas.

Puxando um pouca a brasa. O prefácio é meu.

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A história da fotografia tem processos que são verdadeiras vedetes, porém nem só de vedetes foi feita.
Pesquisadores, tanto os sérios quanto os loucos de todo o gênero, descobriram e testaram uma enorme quantidade de “processos geniais” que jamais alcançaram o mercado.

Um exemplo é o uso de glútem como substituto do albumem e do colódio.
Em 1853, na cidade de Florença, então capital do Grão-Ducado da Toscana (o processo de unificação da Itália ainda estava em curso), um farmacêutico de nome Luigi Brucalassi, publica um libreto intitulado “Applicazione del Glutine alla Fotografia“, descrevendo o seu processo fotográfico que usa o o glútem como veículo de suspensão para haletos de prata. O curioso é que ao falar sobre a fixação da imagem, ele descarta o uso do tiossulfato de sódio (hipossulfito, para os íntimos), alegando ser muito energético e indicando o uso de uma solução de iodeto ou brometo de potássio (???)
Testar?… Um dia… Talvez.

Le Daguerreotype foi a câmera projetada pelo próprio Daguerre, que licenciou sua produção a Alphonse Giroux, seu cunhado, a aos irmãos Susse.
As câmeras de Giroux são consideradas como sendo as primeiras câmeras produzidas em série, disponíveis tanto no mercado francês quanto exportadas.
Apesar de haverem sido projetadas especificamente para os daguerreótipos, também podem ser usadas para a execução de calotipias bastando, para tanto, uma pequena adaptação no chassis de exposição para manter o papel sensibilizado em posição.

Esta réplica foi feita por um amigo de Juiz de Fora, José Geraldo, que também faz chassis de exposição. Quem quiser mais informações é só fazer contato via facebook.

 

Um excelente tutorial do Lab Clube.
Conhecimento é para ser partilhado.

Como harmonizar dois processos fundamentalmente antagônicos de forma controlada. Os resultados podem ser surpreendentes

Cianotipia + van Dyke.  Edson Freitas

Cianotipia + van Dyke. Cláudia Elias

Cianotipia.
Fácil de aprender. Fácil de fazer. Fácil de virar. Fácil de alterar.

Tão fácil que é, quase sempre, o primeiro processo de impressão fotográfica alternativo que se aprende para, depois, partir para os outros.

Porém, mesmo sendo tão fácil, quando estudado ainda revela pequenos detalhes de execução que, combinados com cada tipo de suporte disponível, pode ser a diferença entre mais uma impressão fácil e descartável e um trabalho que mereça uma parede.
O artigo de Christina Z. Anderson, publicado no site alternativephotography.com, mostra até onde o que é “fácil” pode ser refinado.

Cyanotype papers tested

(Fotografia Christina Z. Anderson)

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