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Base de dados criada pela Biblioteca Pública de Nova York permite acesso rápido a praticamente todos os fotógrafos com alguma relevância histórica.
Além de um breve relato sobre a atividade de cada um, uma série de links permite que a pesquisa seja expandida de forma bem abrangente.

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Durante mais de dez anos Talbot manteve o direito de patente de seu processo fotográfico da calotipia, também chamado de talbotipia. Isso o levou a processar, sem muito sucesso, vários fotógrafos sob a alegação que as imagens produzidas por eles eram feitas de acordo com o seu processo original. (Na maioria das vezes eram mesmo, mas com pequenas alterações de procedimento, compostos e percentuais.)
A exigência de Tabot de certa maneira atrasou o a popularização de seu processo, porém contribuiu de forma decisiva para que fotógrafos franceses, como Le Gray, desenvolvessem, a partir do processo original, novos métodos para a execução de seus negativos.
Por pressão da Royal Society e de sua mãe, no início da década de 1850, Talbot abre mão de seu direito de patente sobre a calotipia. Um pouco tarde, talvez, pois o negativo de vidro feito com colódio úmido de Archer já estava começando a dominar o mercado.

A Patent Talbotype (Brooks) - Label B
Um dos modelos de carimbo aposto no verso de cada fotografia feita pelos licenciados por Talbot.

Continuando a pesquisa para uma futura publicação falando sobre os negativos de papel, encontrei o site da The Calotype Society Um coletivo de fotógrafos dedicado a criar imagens via calotipia.
O bom dessas pesquisas é que sempre se encontra material para complementar o que já se tem e melhor, perceber novos ângulos do que já se tinha como consolidado. Por exemplo: A descrição pública da calotipia, feita por Talbot, talvez não seja tão precisa como se imaginava para obrigar quem quisesse usar seu processo a pagar pela licença e receber um ou dois detalhes a mais para conseguir fazer suas imagens.
Um aviso: Como a “sociedade” é um coletivo não há garantia de continuidade do site que não é atualizado há uns dois anos. Quem se interessar pelo assunto não deve demorar muito para fazer sua própria pesquisa.

Agora ficou mais fácil conseguir o Manual de Cianotipia e Papel Salgado, a tradução, para o português, do Lápis da Natureza (The Pencil of Nature), de William Henry Fox-Talbot, bem como os demais títulos publicados pela Ibis Libris Editora. Basta ir até a Livraria da Travessa, em Lisboa, na Rua da Escola Politécnica nº 46, e fazer o pedido.

“POÉTICAS DE SÃO PAULO, CONSTRUINDO NOVAS MEMÓRIAS ATRAVÉS DE VELHOS SABERES”

Alex Gimenes e Renan Nakano apresentam através da técnica fotográfica do Século XIX, descoberta na Inglaterra em meados de 1851, pelo inglês Frederick Scott Archer, fotografias em Placa Úmida de Colódio [Wet Plate Collodion], um dos mais importantes processos de produção de imagem, que dominou a produção fotográfica, na Europa e nas Américas, entre 1851 e 1880. Desde de 2015, Alex e Renan idealizaram o projeto “O Retratista”, que tem como objetivo o resgate e compartilhamento dos modos de fazer imagem, os processos históricos e alternativos do século XIX, resultando em 2018 no lançamento do primeiro livro, em português, sobre o processo de Colódio, “Fotografia do Séc. XIX Ambrotipia e Ferrotipia” escrito em coautoria.

Alex Gimenes e Renan Nakano

Poéticas de São Paulo: Construindo Novas Memórias Através de Velhos Saberes, com a Curadoria de João Kulcsár, foi realizado com Apoio à Criação e Exposição Fotográfica – 1ª Edição (Prefeitura de São Paulo, Secretaria Municipal de Cultura). A exposição dispõe de  recursos de acessibilidade através de QR code e apresentará os negativos de vidro originais de cada imagem produzida pelos fotógrafos Alex e Renan.

Militão, Augusto de Azevedo
Paredão do Piques, 1862. Negativo de Vidro.
Acervo do Museu da Cidade de São Paulo

Alex Gimenes e Renan Nakano
Paredão do Piques, 2019. Atual Largo da Memória
Negativo de Vidro / Colódio Úmido

ABERTURA: SÁBADO, 15/06/2019 às 15h
Local: Centro Cultural São Paulo – Piso Flávio de Carvalho.
Endereço: Rua Vergueiro 1000 – Paraíso São Paulo – SP CEP 01504-000
Informações: 3397 4002  / http://centrocultural.pagina-oficial.ws/site/
Entrada franca. Livre para todos os públicos.

Visitação: Terça a sexta-feira, das 10h às 20h  // Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h.
Agendamento de grupos: visitasccsp@prefeitura.sp.gov.br

PALESTRA COM OS FOTÓGRAFOS E VISITA MEDIADA
Processo Criativo: SÁBADO, 29/06/2019 às 14h (acessível em Libras)
Local: Centro Cultural São Paulo – Piso Flávio de Carvalho
Entrada franca (Sujeita a lotação do espaço reservado)
Reserve sua participação: renan@diafragma8.com.br ou Eventbrit: Palestra: Poéticas de São Paulo [Alex Gimenes e Renan Nakano]

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