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Para quem estuda e pratica os processos fotográficos históricos ou alternativos é, na maioria da vezes, frustrante perceber que as informações que existem nos sites e blogs, que se dedicam ao assunto, não é completa. Não que isso seja culpa exclusiva dos autores, mas sim por causa da falta de  informações mais precisas que foram se perdendo  ao longo do tempo por conta do abandono desses conhecimentos, trocados por técnicas mais modernas.

(Cabe aqui reforçar o que já foi dito várias vezes neste blog: Não sou contra os avanços técnicos, nem saudosista. Só acredito que todas as técnicas e processos, sejam do séculos XIX, XX e XXI, podem e devem conviver para ajudar a entender cada vez mais o que é fotografia.) 

Voltando ao tema

Existem livros digitalizados, que foram publicados na mesma época na qual esses processos do início da fotografia eram o que se tinha de mais moderno. Vale a pena consultá-los e o único alerta que tem que ser feito é por conta da atenção que se deve ter para adequar a linguagem, sistemas de pesos e medidas e nomenclatura química aos dias de hoje.

De resto, é só pesquisar, muito.

Boa sorte!

The Silver Sunbeam - Publicação de 1864. 38 anos após a primeira imagem permanente feita por Niepce, e 24 anos antes da primeira câmera Kodak.

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Alternative photographic processes é um grupo, no Facebook, onde você pode encontrar outros praticantes de fotografia alternativa.

Ótimo para trocar idéias, ter idéias, fazer perguntas ou simplesmente admirar os trabalhos.

O melhor de tudo isso: Saber que existem outros muitos praticantes.

http://www.facebook.com/home.php?sk=group_68142897748

O texto abaixo é a versão em português do artigo original, escrito em inglês, enviado ao site Alternative Photography e publicado em 18/05/2011.

Talvez uma das maiores limitações da maioria dos processos fotográficos alternativos seja o fato de que cada imagem feita não pode ser exatamente reproduzida, cada cópia feita vai sempre apresentar uma diferença. Isso é especialmente válido quando o processo é o da lumen print.

A única maneira de se conseguir uma cópia de uma lumen é escaneá-la e, a partir do arquivo digital, fazer quantas cópias quiser, mas isso seria fugir um pouco de toda a filosofia por trás da pratica da fotografia alternativa. Sem mencionar a sempre presente tentação de “melhorar” a imagem digitalmente.

Pensando nisso, e depois de testemunhar uma discussão entre dois amigos para ver quem iria comprar uma de minhas lumen, resolvi tentar uma idéia que há muito tempo ia e vinha na minha cabeça.

Considerando que, tanto o papel fotográfico, quanto o filme são basicamente um suporte físico qualquer onde uma emulsão fotossensível é colocada, não deveria haver qualquer problema em usar um filme ao invés do papel fotográfico, criando dessa forma, um negativo lumen.

Após preparar, com cartolina preta, algumas “molduras” e apanhar algumas plantas pequenas, usei um filme Kodacolor 200 para fazer o primeiro teste. (Se quiser tentar, não esqueça de ter uma pinça por perto. Algumas vezes é bem complicado posicionar o material sobre a área de um negativo 35mm.)


O filme foi exposto por um período de 25 minutos, com a a luz do sol incidindo diretamente, e imediatamente fixado por 5 minutos e com agitação constante e suave. O fixador usado com diluição de 1:2. ( Apesar do Kodacolor ser um filme para cópias coloridas, revelado com o processo C-41, o fixador utilizado foi o de uso geral para materiais em preto e branco.)

Depois de fixada, a tira de filme foi lavada por 30 minutos em água corrente.

As cópias foram feitas em um laboratório  comercial. 



Tudo é muito fácil e não sei se já foi tentado antes, ( não encontrei nada na internet sobre isso), mas creio que exista ainda muito espaço para experiências com outros tipos de filme e viragens.