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Excelente site com uma visão bem ampla de praticamente todos os processos alternativos de fotografia. Vale a pena percorrer as galerias dos fotografos que mostram seus trabalhos no site.

http://www.alternativephotography.com

No post referente ao processo para a obtenção de uma cianotipia,  foi mostrada a fórmula básica com os sais utilizados originalmente por Herschel. No entanto, existem muitas variações para se fazer uma “imagem azul”.

Uma variação interessante usa uma solução única ( ao invés de duas), com resultado  ligeiramente diferente. As imagens apresentam um azul acinzentado, menos intenso e uma maior gradação tonal.

Em 200ml de água adicionamos 20 g de goma arábica, 30g de citrato férrico amoniacal (verde) e 20g de ácido tartárico (opcionalmente pode ser usado ácido cítrico).

Uma vez tudo dissolvido, juntamos 40ml de amônia (dessa de farmácia mesmo) e agitamos por uns três minutos.

Finalmente juntamos 25 g de ferricianeto de potácio e completamos com 100 ml de água. Após repouso de 30 minutos, a solução está pronta para ser usada.

A cianotipia abaixo foi feita usando essa solução que também é conhecida como solução única de Chambon.

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Série sucata # 2

Para quem quer que se interesse, de verdade, por fotografia o nome de George Eastman não é estranho. Foi ele que, através da Kodak, realmente tornou a fotografia na mais popular e democrática forma de expressão.

Vale a pena visitar o site da George Eastman House – http://www.eastmanhouse.org/ , não só para conhecer a história, mas também para pesquisar uma quantidade enorme de informações referentes a fotografia, com especial atenção para os arquivos online de mais de 40 anos da revista de fotografia Image –  http://image.eastmanhouse.org/

Anna Atkins, botânica inglêsa e filha o cientista John George Children, foi a primeira pessoa a perceber  potencial da fotografia em trabalhos cientificos.

Anna Atkins

Anna Atkins

Em 1843, utilizando o recém descoberto processo da cianotipia, publicou o primeiro livro de fotografias que se tem conhecimento. Intitulado: Photographs of British Algae: Cyanotype Impressions.

Capa do Livro

Capa do Livro

Entre o ano de seu lançamento e 1850, Anna Atkins produziu mais 12 outras partes desse trabalho totalizando mais de 350 fotogramas.

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Em 1854, com a provável colaboração de uma amiga,  Anne Dixon, Atkins produziu ainda outro trabalho intitulado: Cyanotypes of British and Foreign Flowering Plants and Ferns.

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Apesar da simplicidade dos fotogramas  usados, os trabalhos de Anna Atkins serviram para demonstrar, logo em seus primeiros tempos,  que a fotografia poderia ser  um excelente meio de registro e documentação cientifica, mostrando,  ao mesmo tempo, as possibilidades estéticas do novo meio.

Desenvolvida em 1840 pelo físico francês Alexandre Edmond Becquerel, essa variação do processo original criado por Daguerre é absolutamente igual no que se refere a preparação e sensibilização da placa e, depois, na  fixação e eventual viragem da imagem com cloreto de ouro.

A grande diferença está na revelação da imagem. Enquanto o processo original se vale da ação de vapores de mercúrio, a variação desenvolvida por Becquerel revela a imagem pela ação direta da luz passada por um filtro vermelho.

A placa exposta é colocada sob um filtro vermelho, podendo ainda, segundo alguns autores, ser de cor laranja, e novamente exposta a uma luz forte como a do sol ( melhor opção) ou a de uma lâmpada halógena de 500W. Depois de um tempo que pode variar entre 60 e 90 minutos a placa estará revelada. O tempo exigido é bem maior que o do processo original, porém com a enorme vantagem de não ter que usar o mercúrio.

A imagem obtida através dessa variação, antes de virada, apresenta uma tonalidade fria, azulada.

Apesar de a daguerreotipia de Becquerel funcionar perfeitamente, até agora não se conseguiu uma forma de explicá-la, principalmente se considerarmos que a placa sensibilizada é ortocromática (sensível à luz azul e à radiação UV, no extremo oposto do comprimento de onda da luz vermelha usada na revelação).