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A sequência é a seguinte:

1: Cianotipia executada normalmente e deixada de lado por mais de duas semanas.

2: Banho inicial somente com água para “abrir” as fibras do papel. (Um a dois minutos)

3: Banho em solução de carbonato de sódio a 3%, para rebaixar a tonalidade. (Controle visual)

4: Lavagem com água corrente para interromper a ação do carbonato. (Cinco minutos)

5: Banho com café forte e água, 2/3 : 1/3. (Controle visual)

6: Lavagem com água corrente. (Dois a três minutos)

7: Banho com solução de amônia a 4%. (Controle visual)

8: Lavagem final com água corrente. (Quinze minutos)

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Fotografia nunca foi uma atividade barata e a fotografia alternativa, por sua própria natureza, tem um custo mais elevado ainda. Os químicos envolvidos nos diversos processos não se encontram em pequenas quantidades. Os papeis não são facilmente encontrados na papelaria da esquina e, principalmente, os erros são frequentes.
Uma das formas para reduzir esses custos é usar negativos de papel, que naturalmente têm suas limitações se comparados aos negativos feitos em transparências. Ganha-se no custo e perde-se na nitidez e detalhamento da imagem. Porém essa perda pode ser minimizada, sem um aumento significativo no custo, com o uso de uma impressora LASER ao invés de jato de tinta.  A imagem produzida pelos negativos de papel, impressos com LASER, apresenta uma nitidez e um nível de detalhamento semelhante aos das transparências.

Cianotipia feita a partir de negativo de papel encerado. Impressão do negativo feita em uma impressora LASER.

Cianotipia feita a partir de negativo de papel encerado. Impressão do negativo feita em uma impressora LASER.

O nível de detalhamento e nitidez é muito alto e bem superior ao que seria obtido com um negativo impresso com jato de tinta.

O nível de detalhamento e nitidez é muito alto e bem superior ao que seria obtido com um negativo impresso com jato de tinta.

 

Normalmente quem se aventura na fotografia alternativa acaba descobrindo que vai ter que fazer pessoalmente tudo o que for necessário. Da preparação das soluções, sensibilização do suporte e tudo o mais até a secagem final da impressão. Isso vale tanto para a sofisticação de uma impressão a carvão, quanto a cianotipia mais simples.

De vez em quando, porém, surge alguém que torna esse caminho bem mais curto. Esse é o caso, e até onde sei único no Brasil, da turma do Lab Clube, do Rio de Janeiro.
Em novembro do ano passado, durante a oficina de gelatina de prata, ficou combinado que me mandariam algumas folhas já preparadas para cianotipia para fazer alguns testes. Tudo acertado e depois foi só ter a paciência para aguardar o correio com as desculpas já tradicionais de final de ano. Entre postagem, trânsito e entrega, o papel ficou dezoito (!!!) dias sensibilizado e sem uso.

Ao abrir o saco de plástico preto, a primeira folha estava com uma cor quase verde musgo, bem escurecida. Pensei no pior por conta do tempo decorrido entre a sensibilização e o uso.
Como não tinha como antecipar qualquer resultado resolvi fazer as exposições de modo a poder interrompê-las sempre que quisesse verificar seu andamento.
Após duas tentativas não muito bem sucedidas por conta de tempos de exposição não compatíveis com o estado do papel e por estar usando negativos de papel encerado, imaginei aumentar o tempo de exposição para compensar a oxidação dos 18 dias postais.
Eis alguns dos resultados:

Papel para cianotipia Lab Clube.

Papel para cianotipia Lab Clube.

Papel para cianotipia Lab Clube

Papel para cianotipia Lab Clube.

papel para cianotipia Lab Clube.

papel para cianotipia Lab Clube.

A qualidade das impressões em nada ficou dever a qualquer papel sensibilizado e usado dentro de um prazo curto. Acredito que qualquer um que queira se iniciar na fotografia alternativa, mas ainda não tem o domínio completo do processo, pode usar sem susto esse papel feito pelo Lab Clube.

 

Na última postagem de 2016 mostrei uma cianotipia feita com com a adição de dois novos componentes na solução tradicional  A+B (citrato+ferricianeto). Nada de revolucionário já que a imagem azul se forma da mesma maneira que em qualquer cianotipia, pela ação da solução na presença de radiação UV. Porém com alguma diferença em relação ao brilho e profundidade da imagem.

A idéia inicial foi adicionar alguma coisa que impedisse ou, pelo menos dificultasse, a absorção completa da solução pelas fibras do papel. Tradicionalmente isso é feito com gelatina, mas como eu queria algo um pouco mais radical resolvi usar cola PVA para selar o papel. A primeira tentativa com a cola aplicada diretamente não funcionou. Por ser muito espessa não espalhou de maneira uniforme deixando bem evidentes e em relevo as marcas do pincel usado.

A solução mais óbvia foi diluir a cola e para que isso não viesse a afetar tanto a solução, a diluição foi feita com a própria solução A+B modificada anteriormente ,e com jeitão de geléia de menta, feita ainda em outubro de 2016 onde a gelatina (6 gramas) já está incorporada.

No final das contas a “receita” ficou a seguinte: Uma colher de sobremesa de cola PVA + Duas colheres, também de sobremesa da solução. (Vai como receita de bolo porque não quis ter restos de cola nas paredes do tubo graduado de plástico.)

A exposição deve ser um pouco mais prolongada, bem como o tempo de lavagem. As imagens abaixo foram feitas a partir de negativos de papel encerado.

 

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Tempo de exposição: 6:30 minutos, céu aberto, UV alto. Lavagem: 20 minutos iniciais, troca de água. 10 minutos com adição de 20ml de H2O2. Lavagem final, 10 minutos com água corrente.

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Tempo de exposição: 6:30 minutos. Idem.

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Tempo de exposição: 7 minutos. Idem, idem.

Cola PVA + Solução tradicional para cianotipia + gelatina.
Em 2017, mostro como é.

Feliz Natal!

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