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Por conta do hábito de seguir um link atrás do outro durante qualquer pesquisa acabei topando com o site da Biblioteca Pública de Nova York e lá, novamente, indo de link em link, encontrei um manual intitulado “A Handbook for Greek and Roman Lace Making”, de 1869. Até aí, nada demais. Porém me chamou a atenção o azul de uma das ilustrações do livro… uma cianotipia… e mais outra… e outra mais.
É razoável imaginar que depois de Anna Atkins, outras pessoas devem ter usado a cianotipia para produzir imagens para livros, mas eu nunca vi nenhum, e a melhor surpresa vem por conta da autora do livro: Julia Edith Herschel, nascida em 1842, o mesmo ano que seu pai, Sir John Herschel cria a cianotipia.

Julia Herschel (1842 – 1933)
Foto: Julia Cameron

Sobre a pré-venda de um livro
Em 30 de setembro de 2017 lancei, pela Ibis Libris Editora, meu Manual de Cianotipia e Papel Salgado com uma tiragem de 100 exemplares, um número redondo e sonoro. Porém, cabe perguntar como foi decida essa quantidade. Por que 100 e não 50 ou 200?
Essa resposta começou a ser dada um mês e pouco antes do lançamento quando se iniciou a pré-venda do livro.
Com a opção, criada pela impressão digital, de se imprimir pequenas quantidades ou por demanda, a pré-venda deixou de ser uma mera comodidade oferecida ao leitor para garantir seu exemplar para se tornar um termômetro, tanto para editoras quanto para autores.
Dependendo da quantidade de pedidos recebidos o autor, se não for primo de Narcíso, pode dirigir seu esforço pessoal na divulgação de sua obra em uma ou outra direção. Para a editora, aponta qual poderia ser uma quantidade razoável de exemplares que pode ser impressa sem medo de encalhe e eventual adoção de alguma ação complementar de divulgação.
Para os dois. Os resultados da pré-venda é economia. Os valores arrecadados já podem custear a impressão, ou parte dela, além de também já ser um início de remuneração (ainda que parca) por todo o trabalho envolvido na produção de um livro.
Mais um dado que serve a todos – Autores, editoras, gráficas e leitores. Com a pré-venda se economiza papel, se otimizam recursos, não se perde tempo, não se trabalha em vão.
Se meu livro serve como exemplo, seguem alguns números.
Durante o período de pré-venda, por conta da divulgação feita pela editora e por mim, via, sites, blogs, redes sociais e boca-a-boca, quase 60 exemplares já haviam sido vendidos antes do lançamento. Essa quantidade apontou para o 100. Já com pouco mais da metade com destino certo, os 40 e poucos exemplares restantes poderiam ser guardados, esperando novas vendas, sem ocupar muito espaço.
Uma pré-venda com divulgação bem dirigida, um cálculo realista da quantidade de exemplares e a possibilidade de fazer a impressão em pequenas tiragens, são aspectos que não podem ser desprezados por quem quer que embarque nessa aventura que é publicar um livro.
Para encerrar a história do Manual. Os 40 e poucos exemplares restantes foram vendidos ao longo dos três meses seguintes ao lançamento e uma nova tiragem foi feita em fevereiro de 2018 e está indo… indo… indo.
https://ibislibris.loja2.com.br/8770719-O-lapis-da-natureza

Após quase um ano de trabalho, da primeira versão da tradução até a última revisão da minha editora, Ibis Libris Editora, finalmente nasceu.
The Pencil of Nature, de William Henry Fox-Talbot, em português.

https://ibislibris.loja2.com.br/8770719-O-lapis-da-natureza

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