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Só pensando.

1 – Colecionadores sempre existiram. Colecionar objetos parece ser um traço humano. Mais forte em uns do que em outros, mas sempre presente. Da coleção de chaveiros e caixinhas de fósforo, até cartões de telefone e selos. Tudo é, e tudo pode ser colecionável.

2 – Com as câmeras fotográficas nosso comportamento não é diferente. Muitos têm a primeira câmera guardada até hoje (Eu!!! Kodak Rio-400), e outros ainda guardam e conservam aquela câmera preferida (Eu, de novo. Asahi Pentax Spotmatic-II). Mas isso ainda não é coleção.

3 – Depois que a fotografia se tornou indústria, cada modelo de cada fabricante passou da escala de algumas dezenas para a casa dos milhares de exemplares, portanto colecionar câmeras fabricadas a partir desse momento não é investimento, é prazer. Investimento só se você conseguir encontrar a preço de banana uma Giroux Daguerreotype, fabricada em 1839.

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Câmera Giroux Daguerreotype, original. Avaliada em, aproximadamente 500.000 euros (2015).

4 – Câmeras fotográficas são produtos industriais e como tal sujeitos a quebras e desgastes decorrentes de uso. Câmeras quebradas são ajuntamento e não coleção. Gaste seu dinheiro em com aquela câmera que funciona e você, se quiser, pode usar.

5 – Procure saber a história de cada fabricante. Isso ajuda a saber se aquela câmera que você está pensando em comprar foi feita em um momento de sufoco financeiro ou não. Isso pode ser importante quanto ao material empregado e os controles de qualidade da marca.

6 – Nas décadas de 1940 e 1950 as câmeras eram europeias. Nos anos 1960 e 1970 é a vez das japonesas. Daí para frente virou zona com a proliferação das saboneteiras.

7- Leica e Hasselblad são de outra dimensão e, acredite, a Canon era segunda linha, atrás das Nikon, Pentax, Olimpus e Minolta.

8 – Não são só câmeras de filme. A Mavica já é peça colecionável.

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Márcia, carioca de Botafogo e moradora de Brasília é mais uma a descobrir as possibilidades da da fotografia alternativa. Especializada em registros cênicos de dança, teatro e música, está atualmente desenvolvendo pesquisa na produção de cianotipias em vários suportes. já participou de oficinas no Lab Clube e foi aluna do professor Adalberto Porto Alegre para o uso de pinhole. www.markoh.com.br

Em 16 de maio de 2009 publiquei a primeira postagem deste Blog sob o título de “Aviso aos Navegantes“, anunciando o nascimento do Alternativa Fotográfica. De lá para cá, foram muitas postagens falando, mostrando e explicando as possibilidades dos processos fotográficos praticados ao longo de século XIX e como poderiam ser, ainda hoje, uma ferramenta visual com grande potencial.

Papel salgado. Porto Alegre, 2013.

Naquele primeiro momento imaginei que o Blog não duraria muito tempo. Me enganei. Conheci outras pessoas interessadas na história da fotografia e seus processos iniciais. Fiz amigos que me deram o estímulo necessário para continuar a pesquisar e publicar e aos poucos vi o alcance do Blog ultrapassar os limites do Brasil, e chegar a todos os lugares onde houvesse alguém falando português.

Porém agora é hora de mudar um pouco. Além das cianotipias, das impressões em van dyke e papel salgado, dos links com livros e das curiosidades da história da fotografia, é tempo para incorporar aquilo que até trinta anos atrás ainda era bem conhecido por todos.

O filme e o papel fotográfico são agora fotografia alternativa!

Então, além dos processos do século XIX, o Alternativa Fotográfica vai incorporar em suas postagens informações sobre a fotografia química, em preto e branco, do século XX.

Mais uma coisa, e deixando a modéstia de lado. Me sinto um pouco responsável por ter ajudado a difundir pratica regular da fotografia alternativa no Brasil, assim, para continuar, o blog também passará a postar os trabalhos de outros praticantes como forma de mostrar o trabalho de cada um e estimular a troca de informações entre todos.

Um grande abraço aos amigos que me acompanharam até agora.



Impressiona como em pouco mais de vinte anos todo um conhecimento, acumulado ao longo de mais de um século, é esquecido.

E impressiona, mais ainda, é que com toda a facilidade de se encontrar sites com descrições precisas dos processos, toneladas de fórmulas e explicações sobre cada um de seus compostos e qual sua função, praticamente ninguém se dá ao trabalho de pesquisar e estudar.

Quer aprender ou reaprender como funciona a fotografia tradicional ou conhecer algum processo histórico? Vá estudar!

Ainda tem dúvidas? Pergunte, mas, por favor, não pergunte o óbvio. Pense antes e não use a cabeça só para separar as orelhas.

Após quase um ano de trabalho, da primeira versão da tradução até a última revisão da minha editora, Ibis Libris Editora, finalmente nasceu.
The Pencil of Nature, de William Henry Fox-Talbot, em português.

https://ibislibris.loja2.com.br/8770719-O-lapis-da-natureza

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