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O Manual de Cianotipia e Papel Salgado tem seu  lançamento previsto para o dia 15 de setembro. O que está sendo oferecida é a Pré -Venda para garantia de um exemplar, já que se trata de uma tiragem limitada.

Essa condição é clara no site! Por favor leiam e não passem somente os olhos.
A partir do dia 15 os exemplares reservados começarão a ser remetidos.

CAPA2

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Em 12/09/2016 publiquei o post ORWO – ORiginal WOlfen,, falando sobre um filme 120, ORWO NP22, encontrado na Livraria Antiquária Quarup, de Juiz de Fora. Uma vez revelado, seguiu-se a busca por papel fotográfico para poder ampliar os negativos e ver quem eram as pessoas retratadas. O papel foi providenciado por um amigo, também de Juiz de Fora, e apesar de estar um pouco mal tratado pelo tempo, com marcas de deslocamento da cobertura de resina, acho que já dá para se iniciar uma busca.
Pelas roupas, sem dúvida, década de 1970.

 

Processos históricos ou alternativos de impressão fotográfica quase sempre envolvem um estágio de manipulação intensa do papel molhado. A recomendação é de que sempre se use papeis com gramaturas altas para que se evite perder a impressão por conta de rasgos ou do simples desmanche do papel.
Isso reduz bastante a gama de papeis que podem ser utilizados, além de elevar o custo geral com os erros que quase sempre acontecem. Por mais que se tenha controle sobre o processo, “Murphy” não perdoa. Fazer testes com papeis caros, a menos que se tenha uma árvore de dinheiro no quintal, não é uma boa idéia.

Testes podem ser feitos em papeis de gramatura mais leve e de menor custo. As observações obtidas desses “ensaios” vão ajudar a controlar um pouco mais uma exposição feita com o papel mais caro. Abaixo um teste feito com papel linho 180g. A diferença de custo é muito grande para não ser levada em conta. R$ 0,32 por folha contra R$ 3,38 por folha de Canson Montval (Casa do Artista).

O único grande desfio é trabalhar com um pouco mais de cuidado na fase molhada do processo.

Teste com papel linho 180g

Teste com papel linho 180g

Foi pouco o tempo de exposição, ou foi muito. A química estava contaminada, o fixador vencido. O papel não era o adequado e a alteração da fórmula, que você pensou ser genial, não funcionou, e lá se vai mais uma folha do seu precioso 300g/m2 para o lixo. Certo?

Talvez, pode ser que antes de rasgar a folha você encontre um toco de 6B ou um carvão. Também serve Bic de tampa roída ou até aquarela ressecada. Quem sabe? É melhor  que comprar livro para “adulto” colorir.

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Deveria ser uma cianotipia com a fórmula alterada, mas não funcionou, (ainda). Um fiel 6B e se começa a descobrir que um pouco mais de pressão aqui, uma inclinação diferente ali…

Muita gente, inclusive eu, fala sobre a fotografia alternativa como uma forma de preservação de conhecimento, ou de reflexão sobre a evolução da fotografia ou instrumento para exprimir alguma criatividade. Tem também a turma apaixonada somente pelo(s) processo(s) em si e pela química envolvida. A fotografia alternativa traz cada uma dessas facetas juntas em uma só coisa que não se tem como se dividir, sem que se perca o essencial que é fazer fotografia. Mas existe mais um componente nessa equação que não é exclusivo da fotografia feita de qualquer forma não convencional: O tempo.
Quem quiser estudar, pesquisar e, no fim de tudo, fazer fotografia alternativa, ou, para todos os efeitos, qualquer atividade que exija atenção e qualidade, tem que passar a encarar o tempo de outra maneira. Tem que saber  que os segundos não tem qualquer importância se o trabalho exige minutos, muitos minutos. E ainda assim, esses muitos minutos podem acabar por se transformar em horas ou até mesmo dias.

Negativos de papel "encerado". Depois de uma segunda aplicação de óleo mineral , mais três dias até poder usá-los sem manchar o papel.

Negativos de papel “encerado”. Depois de uma segunda aplicação de óleo mineral , mais três dias até poder usá-los sem manchar o papel.

Por favor, não pensem que defendo um retorno à charrete ou ao código Morse. Os negativos que uso para fazer minhas impressões começam em um arquivo digital e são cuspidos em poucos segundos por uma impressora, porém é neste ponto em que a rapidez dos segundos deixa de fazer sentido e o tempo passa a fluir em outro ritmo. Não se desespere pensando estar perdendo tempo enquanto espera um papel secar e nem por ter que lavar uma impressão por meia hora. Baixe o giro. Finja que é surdo quando ouvir aquela porra de assobio que exige resposta imediata, ou, pelo menos pense um pouco na resposta antes de soltar a cavalaria dos dedos. Aproveite esse tempo para ficar um pouco fora da correria. Além de ainda não pagar imposto, talvez você até consiga  (vi)ver a vida com outros olhos.