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Durante mais de dez anos Talbot manteve o direito de patente de seu processo fotográfico da calotipia, também chamado de talbotipia. Isso o levou a processar, sem muito sucesso, vários fotógrafos sob a alegação que as imagens produzidas por eles eram feitas de acordo com o seu processo original. (Na maioria das vezes eram mesmo, mas com pequenas alterações de procedimento, compostos e percentuais.)
A exigência de Tabot de certa maneira atrasou o a popularização de seu processo, porém contribuiu de forma decisiva para que fotógrafos franceses, como Le Gray, desenvolvessem, a partir do processo original, novos métodos para a execução de seus negativos.
Por pressão da Royal Society e de sua mãe, no início da década de 1850, Talbot abre mão de seu direito de patente sobre a calotipia. Um pouco tarde, talvez, pois o negativo de vidro feito com colódio úmido de Archer já estava começando a dominar o mercado.

A Patent Talbotype (Brooks) - Label B
Um dos modelos de carimbo aposto no verso de cada fotografia feita pelos licenciados por Talbot.
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Da primeira tiragem de 100, só restam 19.

A parte química aos poucos sendo destrinchada.

A quantidade de cloreto de sódio tem que ser o mais próxima da proporção 1:4 em relação ao nitrato de prata. A formação da imagem é mais eficaz quando existe um excesso de nitrato.

É importante que a primeira lavagem, logo após a exposição, seja bem eficiente para que tal excesso seja eliminado (precipitado leitoso na água). Se  isso não ocorrer o nitrato livre excedente será incorporado à imagem quando do banho fixador, deixando-a mais escura como se tivesse sido superexposta.

O papel da imagem abaixo foi “salgado” com aproximadamente 2,5g de cloreto de sódio dissolvidos em um litro de água. ( Como no momento não há balança de precisão, a saída é carregar de algum restaurante ou lanchonete aqueles sachês com um grama de sal.) A concentração do nitrato foi de 10%.

Ainda necessário acertar os tempos de exposição e isso, é trabalho para uma boa dose de paciência e muito papel.

As manchas ficam por conta de uma "poça" de nitrato não espalhada com a trincha.

As manchas ficam por conta de uma “poça” de nitrato não espalhada com a trincha.

 

 

 

Alterada a quantidade de gelatina de 12g para 8g. Isso foi feito para que a tonalidade geral da imagem perdesse um pouco do excesso de “laranja”, ganhando tons mais castanhos.
Tempo de exposição: 5 minutos com céu aberto e luz do sol incidindo diretamente. Índice UV: 6

IMGP8068-001

 

 

Aspecto com 3 minutos de exposição.

Aspecto com 3 minutos de exposição.

Depois de algum (muito) tempo fazendo impressões com o processo da cianotipia é hora de mudar o foco.

Recuando uns poucos anos na cronologia dos processos históricos, agora revisito o processo do papel salgado… sai o ferro e entra a prata.

Para quem está acompanhando o blog há pouco tempo, uma das primeiras postagens foi a descrição desse processo.

A imagem abaixo foi obtida após uma exposição de 4 minutos com céu aberto sem nuvens e incidência direta da luz do sol. Índice UV 6.

Voltando ao básico!

IMGP7944

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