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Durante mais de dez anos Talbot manteve o direito de patente de seu processo fotográfico da calotipia, também chamado de talbotipia. Isso o levou a processar, sem muito sucesso, vários fotógrafos sob a alegação que as imagens produzidas por eles eram feitas de acordo com o seu processo original. (Na maioria das vezes eram mesmo, mas com pequenas alterações de procedimento, compostos e percentuais.)
A exigência de Tabot de certa maneira atrasou o a popularização de seu processo, porém contribuiu de forma decisiva para que fotógrafos franceses, como Le Gray, desenvolvessem, a partir do processo original, novos métodos para a execução de seus negativos.
Por pressão da Royal Society e de sua mãe, no início da década de 1850, Talbot abre mão de seu direito de patente sobre a calotipia. Um pouco tarde, talvez, pois o negativo de vidro feito com colódio úmido de Archer já estava começando a dominar o mercado.

A Patent Talbotype (Brooks) - Label B
Um dos modelos de carimbo aposto no verso de cada fotografia feita pelos licenciados por Talbot.
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Continuando a pesquisa para uma futura publicação falando sobre os negativos de papel, encontrei o site da The Calotype Society Um coletivo de fotógrafos dedicado a criar imagens via calotipia.
O bom dessas pesquisas é que sempre se encontra material para complementar o que já se tem e melhor, perceber novos ângulos do que já se tinha como consolidado. Por exemplo: A descrição pública da calotipia, feita por Talbot, talvez não seja tão precisa como se imaginava para obrigar quem quisesse usar seu processo a pagar pela licença e receber um ou dois detalhes a mais para conseguir fazer suas imagens.
Um aviso: Como a “sociedade” é um coletivo não há garantia de continuidade do site que não é atualizado há uns dois anos. Quem se interessar pelo assunto não deve demorar muito para fazer sua própria pesquisa.

Procurando uma coisa se encontra outra.

Sobre a pré-venda de um livro
Em 30 de setembro de 2017 lancei, pela Ibis Libris Editora, meu Manual de Cianotipia e Papel Salgado com uma tiragem de 100 exemplares, um número redondo e sonoro. Porém, cabe perguntar como foi decida essa quantidade. Por que 100 e não 50 ou 200?
Essa resposta começou a ser dada um mês e pouco antes do lançamento quando se iniciou a pré-venda do livro.
Com a opção, criada pela impressão digital, de se imprimir pequenas quantidades ou por demanda, a pré-venda deixou de ser uma mera comodidade oferecida ao leitor para garantir seu exemplar para se tornar um termômetro, tanto para editoras quanto para autores.
Dependendo da quantidade de pedidos recebidos o autor, se não for primo de Narcíso, pode dirigir seu esforço pessoal na divulgação de sua obra em uma ou outra direção. Para a editora, aponta qual poderia ser uma quantidade razoável de exemplares que pode ser impressa sem medo de encalhe e eventual adoção de alguma ação complementar de divulgação.
Para os dois. Os resultados da pré-venda é economia. Os valores arrecadados já podem custear a impressão, ou parte dela, além de também já ser um início de remuneração (ainda que parca) por todo o trabalho envolvido na produção de um livro.
Mais um dado que serve a todos – Autores, editoras, gráficas e leitores. Com a pré-venda se economiza papel, se otimizam recursos, não se perde tempo, não se trabalha em vão.
Se meu livro serve como exemplo, seguem alguns números.
Durante o período de pré-venda, por conta da divulgação feita pela editora e por mim, via, sites, blogs, redes sociais e boca-a-boca, quase 60 exemplares já haviam sido vendidos antes do lançamento. Essa quantidade apontou para o 100. Já com pouco mais da metade com destino certo, os 40 e poucos exemplares restantes poderiam ser guardados, esperando novas vendas, sem ocupar muito espaço.
Uma pré-venda com divulgação bem dirigida, um cálculo realista da quantidade de exemplares e a possibilidade de fazer a impressão em pequenas tiragens, são aspectos que não podem ser desprezados por quem quer que embarque nessa aventura que é publicar um livro.
Para encerrar a história do Manual. Os 40 e poucos exemplares restantes foram vendidos ao longo dos três meses seguintes ao lançamento e uma nova tiragem foi feita em fevereiro de 2018 e está indo… indo… indo.
https://ibislibris.loja2.com.br/8770719-O-lapis-da-natureza

Negativos de papel já foram dominantes na fotografia por conta do processo da calotipia, criado por Talbot.

Atualmente com a dificuldade cada vez maior de se conseguir filmes fotográficos para câmeras de grande formato, ou se for um arquivo digital, encontrar uma gráfica que ainda faça fotolitos, os negativos de papel podem voltar a ser uma opção. (Trabalhosa, admito, mas viável)
O grande problema com esses negativos é a textura do papel que, dependendo da gramatura, pode ser percebida nas cópias positivas.

Esse efeito pode ser atenuado encerando o papel que vai ser utilizado para o negativo, antes de se fazer a foto (Le Gray) ou depois do negativo pronto (Talbot). Isso torna o papel translúcido facilitando a transmissão da luz e diminuindo os tempos para se obter a cópia e minimiza o efeito da textura do papel na imagem final. Esse expediente sempre foi feito de forma individual por cada fotógrafo, com cera de abelha e qualquer tipo de óleo que se estivesse disponível.

 Porém na história da fotografia existe George Eastman que, como bom empreendedor, engarrafou e vendeu. O nome do produto era TRANSLUCINE. Consegui descobrir que era uma mistura de glicerina e óleo de rícino, porém como e em quais proporções, ainda resta encontrar.

Página do catálogo da The Eastman Dry Plate and Film Company – 1886.

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