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Abaixo segue o excelente artigo recebido de Ernane Rezende Costa Cunha ( ernane_cunha@yahoo.com.br ), morador de Cachoeira de Minas, MG, mostrando que a fotografia de grande formato não precisa ser um bicho de sete cabeças. Para quem quiser se aventurar, vale a pena ler.

MAIS UMA ALTERNATIVA AOS MÉTODOS ALTERNATIVOS.

Fotografando em grande formato com o mínimo de equipamento e de orçamento.

NOTA DO AUTOR

Gostaria de esclarecer que este é um post destinado a quem queira “produzir imagens” valendo se do que julgo talvez seja o método mais barato de se registrar uma imagem de forma alternativa, não necessariamente o mais simples. Considero o método como alternativo tendo em vista que o processo embora empregue um filme pronto para uso requer intervenção direta do fotógrafo seja na exposição do filme, seja na revelação deste para que uma imagem de qualidade seja produzida. Não sou fotógrafo, pesquisador ou guru, apenas mais um curioso interessado dentre outras coisas por fotografia analógica e seus métodos alternativos. Se você também pretende fazer algo parecido este material pode lhe ser de alguma utilidade, mas gostaria de lembra-lo que tudo o que fizer será de sua inteira responsabilidade.

MAS COMO?

Tempos atrás fazendo minhas pesquisas sobre fotografia analógica na internet acabei me deparando com o blog Alternativa fotográfica. Esta descoberta acabou por me levar de uma forma ou de outra a diversos outros blogs e sites que tratavam de técnicas fotográficas ditas alternativas. Num destes sites o Imagineiro (www.imagineiro.com.br) descobri a câmera oca e o uso de filmes para raio x como negativo, coisa que jamais passara pela minha cabeça. A partir daí comecei a pensar em como produzir imagens usando o mínimo de material possível em termos de equipamento fotográfico e de reagentes químicos e que estes também tivessem o menor custo possível.

EQUIPAMENTO FOTOGRÁFICO

Pra quem dispõe de uma lente pra grande formato ou outro tipo de lente com mais de 190 mm de distância focal uma câmara oca pode ser feita do mais caro papelão, papel cartão e de um vidro tirado de um porta retratos velho. Uma opção mais barata ainda são as pinholes que só usam papelão e alumínio.  Fiz alguns exemplares com distâncias focais diversas, mas todas para serem carregadas com filme 13 x 18. O filme utilizado foi o Fuji HR U30 para raios x. A caixa vem com 100 unidades e cada chapa sai em média por R$0,60, descontado o frete que varia de acordo com o lugar. Ao contrario do que muitos exageram em fóruns e sites de fotografia sobre a facilidade de se arranhar este tipo de filme em minha opinião tudo se resume a um manuseio adequado, coisa que se adquire com a prática.

As caríssimas câmeras de papelão, o filme empregado e o chassis de papel cartão e papel autoadesivo.

REAGENTES QUÍMICOS

Para todo o processo de revelação empreguei somente os 5 elementos seguintes: Água, Sulfito de sódio, Hidróxido de sódio, Tiossulfato de sódio e Paracetamol (comprimido).

As formulações do revelador e fixador que utilizei foram as encontradas nos links abaixo e são fáceis de serem preparadas:

Revelador “Parodinal”: https://alternativafotografica.wordpress.com/tag/parodinal/

Fixador: https://www.imagineiro.com.br/fixador-de-tiossulfato-de-sodio-porcentagens-e-conversoes/

Como interruptor utilizei somente água, mas também fiz testes com água com um pouco de vinagre. Não notei qualquer diferença sutil ou significativa. A água que utilizo tanto para preparação dos químicos quanto para o banho interruptor é de mina natural coada em filtro de papel para café. Como água destilada significaria uma despesa a mais optei por este recurso pelo fato de não conter cloro e por ter fácil acesso a fonte.

O arsenal químico! Só 4 elementos + água.

E O LABORATÓRIO?

Aqui em casa sempre prevaleceu a máxima de que banheiro foi feito pra ser usado como banheiro e cozinha pra ser utilizada como tal e fim de papo. Esse era um grande empecilho pra fazer a coisa dar certo, pois também não queria ficar fechado num quarto manuseando produtos químicos meio que às cegas. Há tempos vinha procurando na internet como fazer um tubo pra revelação caseiro 13 x 18 que pudesse ser manuseado a luz do dia, fosse barato e eficiente para o fotografo ocasional. O mais próximo que encontrei foi um que vi no canal do Camera velha no youtube (https://www.youtube.com/watch?v=4a0AN5PM1kw). Era um projeto acessível e facilmente executável, mas destinado a revelação de filmes de 35mm. Precisava de algumas modificações para finalidade de revelar um filme 13 x 18 com emulsão dos 2 lados.

O TUBO

Todos os componentes do tubo com exceção das duas argolas em que se coloca o filme e as conexões afixadas a tampa foram feitos de PVC para esgoto pintados de preto (cano branco mais barato). As conexões da tampa foram feitas com uma flange pra caixa d’agua, cotovelos e cano marrom de ½. Recomendo que faça com ¾ pois aumentaria a vazão. As duas argolas de nylon foram feitas por um amigo torneiro, mas são peças baratas e rápidas de serem feitas. Estas peças garantem ao mesmo tempo o isolamento do filme da parede do carretel e da parede do tubo, impedindo o contato do filme com estas superfícies e favorecem a circulação dos fluídos empregados durante a revelação. O projeto fala por si dispensando medidas. Basta mencionar que o cano mais grosso é o de 3 polegadas (75mm) e o mais fino o de 2 polegadas (50mm). O resto é só medir tendo a altura do filme na horizontal (130mm) como parâmetro e ir cortando os canos de acordo. Dá um pouquinho de trabalho, mas é coisa para o resto da vida, a não ser que você viva mais de 400 anos.

O laboratório ambulante e toda sua parafernália. Cabe tudo numa caixa de sapatos!

COMO CARREGAR

Depois de carregar sua câmera no escuro e expor a chapa esta parte do processo o obriga a entrar num quarto escuro ou com luz de segurança se for o caso. Incrivelmente só depois de terminar o projeto do tubo é que me dei conta de que não tinha ideia de como iria fazer pra colocar o filme em duas gretas de menos de 1mm de largura e no escuro total. A solução veio quando deixei um filme já exposto cerca de 1 cm pra fora do carretel. Manuseando esta peça percebi que bastava colocar o dedão na parte de baixo e o dedo médio na parte de cima sobre o filme, guiar o filme a ser revelado por baixo do filme que já estava no carretel e enfiar o filme a ser revelado cerca de 2 cm pra dentro. Depois bastava retirar o filme guia e puxar na horizontal o filme a ser revelado até fechar o círculo. Feito isto basta deslizar o carretel pela rampa que é encaixada no tubo mais grosso, retirar a rampa, tampar o tubo e proceder a revelação ao ar livre sob qualquer condição de iluminação. O tubo carregado com o carretel requer apenas 300 ml de líquido para ter seu volume interno preenchido.

REVELAÇÃO

A revelação em si está sujeita a n variáveis e aqui só vou indicar alguns parâmetros que tenho seguido e que tem apresentado um resultado positivo. Cabe a cada um, no entanto fazer os experimentos que julgar conveniente.

Revelador: Parodinal caseiro 1/100, entre 4:00 m a 6:30 m. Inversões suaves nos 30 primeiros segundos e por 10 segundos a cada 50 segundos.

Interruptor: 2 banhos de 1m com inversões suaves nos 30 primeiros segundos, demais 30 segundos em repouso.

Fixador: Tiossulfato de sódio. 5 m ou mais de acordo com o desgaste da solução. Inversões suaves nos 30 primeiros segundos e por 10 segundos a cada 50 segundos. Pelos meus primeiros testes, 500 ml é capaz de fixar cerca de 20 chapas 13 x 18 com relativa qualidade.

Lavagem final: Ainda no tubo 5 banhos de 1 m cada com inversões constantes e mais vigorosas. Após esta lavagem é feito um banho numa solução de 300ml de água, 1 tampinha de glicerina e 1 tampinha de detergente líquido por cerca de 2m. Depois de retirar do tubo lavar em agua corrente e colocar pra secar na horizontal em frente a uma fonte de luz incandescente..

Obs.: A faixa de temperatura do revelador, água e fixador no processo de revelação oscila entre 18°Ce 21°C onde moro. Não costumo deixar a água na temperatura X ou Y, só confiro se está mais ou menos dentro desta faixa e deixo um pouco mais ou um pouco menos nas soluções.

O POSITIVO:

Para obter a imagem positiva o negativo é fotografado sobre um negatoscópio, utilizo uma luminária Plafon de 24w de Led ou pode ser utilizada a tela do monitor do computador em branco. A imagem é então invertida e corrigida num software de edição de imagem. O negativo também pode ser utilizado na produção de positivos em cópias por contato, dai sua interação com os métodos alternativos de revelação.

O negativo. Os riscos nas bordas (únicas marcas causadas no processo de revelação) podem ser excluídos na revelação do positivo.

O positivo. Produto final feito com câmera oca em tomada interna com correções digitais simples: conversão para P x B, exposição e contraste.

Pinhole com exposição de 5 s sob tempo ensolarado.

CONSIDERAÇÕES

Só posso afirmar que fotografar com filmes para raios-x é bastante recompensador, sobretudo quando você começa a acertar. Não espere que vá tirar do tubo logo de primeira uma chapa boa. Pra quem nunca fez isso antes (como no meu caso), imagino que seja necessário queimar pelo menos umas vinte chapas até começar a poder chama-las de fotografias. É um processo de aprendizado que toma tempo e pode levar a frustração. Você vai tirar do tubo vários negativos totalmente transparentes, outros praticamente escuros ou algumas fotos razoáveis com belos arranhões, digitais e escorridos. É necessário tomar notas do que se faz pra corrigir os eventuais erros e principalmente registrar os acertos durante o processo de exposição e revelação. Procure anotar dados como: que equipamento está usando, a distância focal, a velocidade das exposições, as condições do tempo, as características do seu revelador e fixador, tempos de revelação, etc. Quando obtiver um resultado satisfatório procure repeti-lo para confirmar seu método e verá que todo seu tempo e esforço valeram a pena. Obrigado a todos pelo seu tempo e interesse.

PRÓS

  • Baixo custo
  • Baixíssimo consumo de revelador concentrado (3 ml por chapa)
  • Dispensa montagem de laboratório
  • Revelação a luz do dia
  • Excelentes resultados (com a devida prática)

CONTRAS

  • Filme requer cuidado no manuseio
  • Filme é ortocromático (essa característica “negativa” em minha opinião também é bastante exagerada nos posts e fóruns pesquisados)
  • A evolução da revelação não pode ser verificada visualmente enquanto ocorre
  • Processamento de uma única chapa por vez
  • Como toda forma de fotografia alternativa exige experimentação até obtenção do resultado ótimo

.Ernane R. C. Cunha

Cachoeira de Minas – MG – Brasil”

Aos poucos todo o conhecimento acumulado vai sendo perdido.  Mas, não custa  tentar manter essas informações disponíveis por mais algum tempo.

Abaixo, mais uma fórmula para quem quiser se aventurar. Mais fórmulas aqui.

Agfa Ansco 22 

Revelador de alto contraste para filmes PB.

Água a 52 ºC 750 ml
Metol 0.8 g
Sulfito  de sódio (anidro) 40 g
Hidroquinona 8 g
Carbonato de sódio (anidro) 43 g
Brometo de potássio 5 g
Água até completar o volume de um litro ( temperatura ambiente)

Sempre misturar os componentes na ordem  dada e somente quando o anterior estiver completamente diluído.

Usar sem diluição. Tempo de revelação: de 5 a 8 minutos (18ºC)

 

 

 

Abaixo, mais algumas fórmulas AGFA.

Por conta da evolução dos filmes e papeis fotográficos, os tempos de revelação indicados devem ser considerados somente como referência.

NUNCA É DEMAIS LEMBRAR: 

TODO O PROCEDIMENTO QUE ENVOLVA A MANIPULAÇÃO DE PRODUTOS QUÍMICOS DEVE SER REALIZADO COM AS PRECAUÇÕES CABÍVEIS. CASO VOCÊ NÃO SAIBA COMO, OU NÃO SE SINTA SEGURO PARA FAZER, NÃO ARRISQUE.

SEMPRE ADICIONE OS COMPOSTOS NA ORDEM DADA E QUANDO O ANTERIOR ESTIVER TOTALMENTE DISSOLVIDO.

 

AGFA 20

Revelador metol-hidroquinona. Especifico para filmes diapositivos preto e branco.

Água (52ºC)                                                                         750ml

Metol                                                                                       2g

Sulfito de sódio (anidro)                                                 25g

Hidroquinona                                                                      4g

Carbonato de sódio (monohidratado)                      18,5g

Brometo de potássio                                                        2g

Água até completar o volume de um litro

Usar sem diluir. Tempo de revelação: 3 a 4 minutos (18ºC).

 

AGFA 22

Revelador metol-hidroquinona para filmes diapositivos preto e branco de alto contraste.

Água (52ºC)                                                                         750ml

Metol                                                                                     0,8g

Sulfito de sódio (anidro)                                                 60g

Hidroquinona                                                                      8g

Carbonato de sódio (monohidratado)                      50g

Brometo de potássio                                                        5g

Água até completar o volume de um litro

Usar sem diluir. Tempo de revelação: 5 a 8 minutos (18ºC).

AGFA 30

Revelador para filmes de raio-x

(Qualquer filme ou chapa para raio-x pode ser utilizado para fotografia comum, feitos, naturalmente, os ajustes necessários para a correta exposição à luz normal.)

Água (52ºC)                                                                         750ml

Metol                                                                                       3,5g

Sulfito de sódio (anidro)                                                 60g

Hidroquinona                                                                      9g

Carbonato de sódio (monohidratado)                      40g

Brometo de potássio                                                        2g

Água até completar o volume de um litro

Usar sem diluir. Tempo de revelação: 6 a 8 minutos (18ºC).

 

AGFA 40

Revelador metol-hidroquinona para filmes em geral.

 

Água (52ºC)                                                                         900ml

Metol                                                                                     4,5g

Sulfito de sódio (anidro)                                                54g

Hidroquinona                                                                     7,5g

Carbonato de sódio (monohidratado)                      54g

Brometo de potássio                                                        3g

Água até completar o volume de um litro

Pode ser diluido na proporção de 1:2 ( uma parte de revelador para duas de água). Tempo de revelação: 4 a 5 minutos (18ºC).

Um dia qualquer desses vai aparecer uma notícia pequena, informando o encerramento das atividades do último fornecedor de produtos químicos para fotografia tradicional. Então, na esteira do post anterior, seguem algumas fórmulas de reveladores Agfa que constam no “Agfa Formulas for Photographic Use”, publicado, em 1938, pela Agfa Ansco Corporation. Quem sabe, um dia podem ser úteis.

Por conta da evolução dos filmes e papeis fotográficos, os tempos de revelação indicados devem ser considerados somente como referência.

NUNCA É DEMAIS LEMBRAR: 

TODO O PROCEDIMENTO QUE ENVOLVA A MANIPULAÇÃO DE PRODUTOS QUÍMICOS DEVE SER REALIZADO COM AS PRECAUÇÕES CABÍVEIS. CASO VOCÊ NÃO SAIBA COMO, OU NÃO SE SINTA SEGURO PARA FAZER, NÃO ARRISQUE.

SEMPRE ADICIONE OS COMPOSTOS NA ORDEM DADA E QUANDO O ANTERIOR ESTIVER TOTALMENTE DISSOLVIDO.

AGFA 12

Revelador de grão fino para uso em tanques de revelação

Água (52ºC)                                                                         750ml

Metol                                                                                       8g

Sulfito de sódio (anidro)                                                 125g

Carbonato de sódio (monohidratado)                      5,75g

Brometo de potássio                                                        2,5g

Água até completar o volume de um litro

Usar sem diluir. Tempo de revelação: 8 a 12 minutos (18ºC).

AGFA 15

Revelador de grão fino para uso em bandejas

Água (52ºC)                                                                         750ml

Metol                                                                                       8g

Sulfito de sódio (anidro)                                                 125g

Carbonato de sódio (monohidratado)                      14g

Brometo de potássio                                                        1,5g

Água até completar o volume de um litro

Usar sem diluir. Tempo de revelação para contraste normal: 3 a 5 minutos (18ºC). Para maior contraste: 6 a 10 minutos.

AGFA 17

Revelador de grão fino com bórax para uso em tanques de revelação

Água (52ºC)                                                                         750ml

Metol                                                                                       1,5g

Sulfito de sódio (anidro)                                                 80g

Hidroquinona                                                                      3g

Bórax                                                                                       3g

Brometo de potássio                                                       0,5g

Água até completar o volume de um litro

Usar sem diluir. Tempo de revelação: 10 a 15 minutos (18ºC).

As fórmulas ora postadas também se encontram na página Fórmulas.

Lambe-lambe no Parque Farroupilha (Redenção), Porto Alegre

Pelo jeito que a tecnologia vai, a resposta é: Sim,sem sombra de dúvida.

Mas o pior é que além de alternativo, a prática da revelação e ampliação de fotografias P&B, por conta própria, está se tornando alguma coisa bem próxima da alquimia. ( Não vou nem falar de fotos a cores. Isso, já entra no terreno da alta magia.)

Me explico melhor. Antes bastava que se entrasse em qualquer loja de produtos para fotografia e saía-se com revelador, fixador, interruptor e papel fotográfico. Tudo muito fácil e tranquilo. Hoje tudo está bem mudado. Os grandes fabricantes desses produtos, ou já encerraram a produção, ou anunciam o fim. Os poucos que ainda se mantém, obviamente seguem as leis de mercado – Sendo os únicos, enquanto houver uma demanda, o preço sobe. ( Pior ainda naqueles lugares que importam, além do preço alto, também encaram um fisco esfomeado.)

Porém, como sempre, alguns poucos ao invés de seguir a manada, preferem caminhar ao som de outro tambor e escolhem manter vivo um conhecimento cada vez mais relegado ao que, agora, alguns mais apressados e menos informados, já se referem com passado romântico ou pré-história da fotografia.

Este post é simplesmente uma compilação de reagentes que podem ser usados por quem quiser se aventurar no preparo de sua própria química fotográfica.

Algumas fórmulas já estão na página de fórmulas Outras serão adicionadas para quem quiser sair da mesmice.

ATENÇÃO:

TODO O PROCEDIMENTO QUE ENVOLVA A MANIPULAÇÃO DE PRODUTOS QUÍMICOS DEVE SER REALIZADO COM AS PRECAUÇÕES CABÍVEIS. CASO VOCÊ NÃO SAIBA COMO, OU NÃO SE SINTA SEGURO PARA FAZER, NÃO ARRISQUE.

Os Básicos

O mínimo que você deve ter para revelar filmes e papeis.

HIDROQUINONA

Cristais em forma de pequenas agulhas, pouco solúveis em água e de cor levemente cinza. É um agente revelador presente em praticamente todos os reveladores para filmes ou papeis. É responsável pelo  nível de contraste do material. Degrada-se sob a ação da luz, devendo ser guardada em frascos escuros.

METOL 

Também conhecido por Enol e vários outros nomes comerciais. Pó cristalino de cor que vai do branco (de melhor qualidade) ao acinzentado. Muito solúvel em água e muito empregado nas fórmulas de reveladores, atua sobre a densidade do revelado. Deve ser utilizado basicamente  em meio alcalino. Pode ser usado isoladamente, mas normalmente tem sua eficiência grandemente aumentada quando combinado com a hidroquinona.

CARBONATO DE SÓDIO

Agente alcalinizante para a preparação de reveladores e viragens. Pode ser encontrado sob a forma de pó branco ( mono-hidratado) ou de cristais (deca-hidratado). A utilização de cada forma obedece a equivalência de 3 pôr 8, ou seja: 3 unidades do pó equivalem a 8 unidades de cristais.

BROMETO DE POTÁSSIO

Cristais brancos a translúcidos, muito solúveis em água.  Utiliza-se como retardador na formulação de reveladores para a redução na formação de véu. Também usado como um dos componentes de banhos de branqueamento.

SULFITO DE SÓDIO

Muito solúvel em água, e que se pode apresentar sob duas formas: anidro ou hepta-hidratado, A utilização de cada forma obedece a equivalência de 1 pôr 2, ou seja: 1 unidade do anidro equivale a 2 unidades do hepta-hidratado. Utiliza-se como conservante de reveladores e fixadores e como eliminador  tiossulfato na fase de lavagem.

ÁCIDO ACÉTICO

Ácido fraco com acentuado cheiro a vinagre, solúvel em água em todas as proporções. Quando concentrado solidifica por volta dos 16º C, razão por que é conhecido como ácido acético glacial. Para fins fotográficos deve ter uma concentração de 28 %. É um acidulante de uso geral que se utiliza, principalmente,  na preparação dos banhos de interrupção, na concentração de 2 %. Pode, também, integrar algumas formulas de inversão, fixadores endurecedores, de branqueadores e de soluções de viragem. É um produto corrosivo e deve ser manipulado com cuidado sob pena de graves irritações na pele, nos olhos ou nas vias respiratórias. Os seus vapores são inflamáveis, pelo que os frascos devem ser mantidos afastados das chamas. (Pode ser substituído pelo ÁCIDO CÍTRICO  –  Também um ácido fraco, sólido, cristalino, translúcido e bastante solúvel em água.  Não apresenta risco especial, a não ser para os olhos, que poderão ficar irritados quando em contato com suas soluções.)

TIOSSULFATO DE AMÔNIA / TIOSSULFATO DE SÓDIO

Também conhecidos por hipossulfito de amônia e hipossulfito de sódio. Produtos muito solúveis em água. Mbos utilizados nas fórmulas de fixadores. O de sódio foi a agente fixador mais amplamente utilizado na fotografia porém, comercialmente, foi substituído pelo de amônia que, com menores concentrações possibilita uma redução no tempo necessário para a fixação da imagem.

Com os reagentes acima, quem desejar se aventurar, tem tudo o necessário para fazer sua própria química fotográfica, podendo preparar praticamente todas as formulações comerciais que já não estão mais disponíveis, além, é lógico, da possibilidade de criar o seu próprio revelador para testar esse ou aquele efeito imaginado.

Sofisticando um pouco.

Os reagentes abaixo não são indispensáveis e somente valem a pena se você realmente quiser ir mais fundo.

ÁCIDO BÓRICO

Ácido muito fraco utilizado em algumas fórmulas de reveladores de grão fino, nos banhos de interrupção e em fixadores endurecedores.

ÁCIDO CLORÍDRICO

É um ácido forte, muito corrosivo e que liberta vapores irritantes. Requer cuidados especiais de manipulação, pois pode causar queimaduras graves quando em contacto com a pele e olhos, ou quando inalado. Emprega-se nos processos que requeiram soluções muito ácidas tais como viragens e intensificações.

ÁCIDO OXÁLICO

Moderadamente solúvel em água. Venenoso. Utiliza-se em algumas formulas de banhos de viragens e como conservante de reveladores. Decompõe-se lentamente sob a ação da luz devendo ser guardado em frascos escuros.

ÁCIDO SULFÚRICO

Ácido muito forte, extremamente corrosivo e que ataca rapidamente as substâncias orgânicas (em presença de um oxidante, como o permanganato de potássio, pode dar origem a combustões espontâneas de substâncias orgânicas, tais como papéis ou tecidos).  Utiliza-se em solução diluída como acidulante de fixadores, nos processos de inversão e de viragem.

ALÚMEN DE POTÁSSIO

Quimicamente é o sulfato de alumínio e potássio, também conhecido unicamente por alúmen.  É um endurecedor da gelatina. Utilizado principalmente na composição de  fixadores endurecedores e banhos de viragem.

AMIDOL

Dicloreto de 2,4-diaminofenol. Cristais brancos, muito finos e pouco solúveis em água. É utilizado como agente revelador, se bem que as suas soluções se deteriorem rapidamente.

BISSULFATO DE SÓDIO

Muito solúvel em água. Utiliza-se na formulação de banhos de viragem.

BISSULFITO DE SÓDIO

Muito solúvel em água. Utiliza-se como conservante de reveladores e também  na composição de fixadores ácidos e banhos de interrupção, onde pode substituir o metabissulfito de potássio. Também é utilizado em processos de viragem.

BÓRAX

Também conhecido por tetraborato de sódio, ou somente por borato de sódio.  Alcalinizante, utilizado na composição de reveladores grão fino e em alguns banhos de viragem.

CITRATO FÉRRICO AMONIACAL ( Verde)

Utiliza-se nos processos de viragem para azul.  É um produto sensível à luz, pelo que deve ser mantidos em recipientes escuros.

CITRATO DE POTÁSSIO

Solúveis em água. A sua solução aquosa conserva-se mal. Utiliza-se em formulas de viragem para vermelho à base de cobre.

CLORETO DE OURO

Cristais castanho amarelados, deliquescentes e muito solúveis em água. A solução aquosa decompõe-se quando exposta à luz, pelo que deve ser conservada em frascos escuros. Substância principal nos processos de viragem a ouro.

CLORETO DE SÓDIO

Sal  de cozinha. Empregado em alguns reveladores de grão fino, como aditivo nos processos de viragem, em branqueadores e como auxiliar na eliminação do tiossulfato residual durante a fase de lavagem.

DICROMATO DE POTÁSSIO/AMÔNIA

Também conhecidos por bicromatos.  Oxidantes extremamente enérgicos, que se utilizam na preparação de banhos de enfraquecimento, branqueadores e intensificadores. A presença de ácido sulfúrico concentrado potencia as suas características oxidantes, a ponto de poder originar combustão espontânea de pequenas peças de papel ou de tecido.

FENIDONA

1 fenil-3-pirazolidona. É um produto cristalino branco, ligeiramente solúvel em água, que se utiliza como agente revelador, e que substitui vantajosamente o metol, dado usar-se em menores concentrações e não apresentar os efeitos nocivos deste sobre a pele. É utilizado em alguns reveladores da Ilford.

FERRICIANETO DE POTÁSSIO

Solvente da prata metálica, pelo que se utiliza na preparação de branqueadores e na formulação de banhos de viragem. É um produto sensível à luz e deve ser conservado em frascos escuros. Evitar o contato com ácidos fortes ou  aquecidos, pois se decompõem formando ácido cianídrico ou cianetos, extremamente venenosos.

GLICINA

Ácido p-hidroxi-fenilamino-acético. Pouco solúvel em água, mas solúvel em solução de sulfito de sódio. É um agente revelador utilizado para reveladores de grão fino.

HIDRÓXIDO DE SÓDIO

Soda cáustica. Deliquescente e absorve o dióxido de carbono presente no ar, deteriorando-se rapidamente, devendo ser mantido em frascos bem fechados. É um alcalinizante muito forte, muito corrosivo e que liberta grandes quantidades de calor quando se dissolve em água.  Usa-se como alcalinizante de reveladores e em soluções de viragem.

IODETO DE POTÁSSIO

Muito solúvel em água.  Utiliza-se em banhos de branqueamento e de intensificadores.

METABISSULFITO DE POTÁSSIO

Muito utilizado como conservante de reveladores e como acidulante em banhos de paragem e em  fixadores.

NITRATO DE PRATA

Utilizado na preparação de intensificadores e banhos de viragem. Escurece rapidamente em presença da luz e, em especial, se também estiver presente matéria orgânica, devendo ser mantido em frascos muito escuros.

PIROCATECOL

Pirocatequina ou catecol. Substituto para hidroquinona em reveladores.

PIROGALOL

Ácido pirogálico, ou simplesmente por piro. É utilizado como agente revelador de alta energia. Venenoso.

SELÊNIO 

Usado nos processos de viragem conhecidos por “viragem a selenio”, em que a prata metálica é convertida em seleneto de prata, extremamente resistente às agressões do meio ambiente. Venenoso.

SULFATO DE COBRE

Utiliza-se em banhos de viragem para vermelhos à base de cobre.

TIOCARBAMIDA

Conhecido também pelo nome de tioureia. Utilizada banhos de viragem para sépia. Tóxico.

Existem outros reagentes que também poderiam fazer parte dessa lista, porém, por serem extremamente tóxicos, prefiro omiti-los.

 

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