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O termo “Fotografia Alternativa” é na verdade um grande guarda-chuva.

Tanto serve para identificar os processos praticados nos primeiros tempos da fotografia, praticados com o uso intenso da química e e que fazem parte da evolução histórica da fotografia, quanto a outros processos que se valem da junção de várias técnicas ( fotoquímicas e fotoelétricas), e também, em outro extremo, os processos experimentais puramente elétricos.

O que tudo isso tem em comum para ser classificado como “alternativo?

A resposta, apesar de muita gente torcer o nariz, é simples: Efetiva aplicação comercial. (O Daguerreótipo produz uma imagem fantástica, mas é caro e não pode ser reproduzido. Foi abandonado pelas cópias em papel salgado, que foram deixadas de lado pelo papel albuminado, que foi largado pelo papel de gelatina de prata, que cedeu seu lugar para as impressões com jato de tinta. No meio desse caminho surgiram outros experimentos mais ou menos bem sucedidos, porém sem aplicação comercial palpável: cianotipia, goma dicromatada,  marrom Van Dyke, platinotipia, etc.. A cada mudança o processo substituído era simplesmente relegado ao esquecimento e a experiência exótica, somente mera curiosidade.)

Então, aproveitando que o sol fugiu e pelo jeito, vai demorar a voltar, me parece uma boa oportunidade para explorar um pouco o que fazer com um scanner – Mais uma alternativa para “Alternativa”.

 

Penas de Ganso. Scanner da impressora HP 1516. 600dpi. Ajustes prévios de brilho e contraste. Pós: Pequeno aumento na nitidez, dessaturação leve

Penas de Ganso. Scanner da impressora HP 1516.
600dpi. Ajustes prévios de brilho e contraste. Pós: Pequeno aumento na nitidez, dessaturação leve

 

Com certeza não é o processo fotográfico tradicionalmente aceito como tal ( seja digital ou analógico). Porém, como tenho  φως  e γραφις , luz e escrita, tenho, portanto, fotografia.

Scanner da impressora HP 1516. 1200dpi. Ajustes prévios de brilho e contraste. Pós: Pequeno aumento na nitidez, escala de cinza

Scanner da impressora HP 1516.
1200dpi. Ajustes prévios de brilho e contraste. Pós: Pequeno aumento na nitidez, escala de cinza

 

Vale lembrar: Quanto maior a quantidade de dpi’s maior será o arquivo final e mais demorado será o processo de escaneamento.

 

 

 

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O efeito da luz sobre qualquer material fotossensível é aditivo, ou seja, quanto maior for o tempo de exposição maior e mais intensa será a reação fotoquímica resultando em uma superexposição. Em resumo: vai ficar tudo preto.

Daí a necessidade do fixador que age como interruptor e estabilizador da imagem, retirando ou neutralizando todo e qualquer reagente ainda não reduzido pela ação da luz.

Com a lumen print isso não é diferente, porém a ação do fixador rebaixa a imagem fazendo com que ela perca muito da intensidade e impacto iniciais.

Lumen Print não fixada ( Fotografia sem ajustes)

 

A mesma impressão depois de 5 minutos em banho fixador (tiossulfato de sódio a 5%).

 

A lumen print apresenta um número de variáveis muito grande, sendo que algumas são absolutamente incontroláveis tais como: o grau de umidade e temperatura de cada folha utilizada e como isso influenciou a emulsão; se o papel estiver vencido, como isso vai afetar cada uma das folhas ( sem esquecer da umidade  e temperatura); se o papel for novo;etc., etc..

Cabe escolher qual caminho a ser seguido. Imprimir e logo depois fotografar ou escanear, ou então seguir com o processo de fixação e ter uma lumen tradicional.

 

 

Posso até ser acusado de ser um chato que gosta de chutar cachorro morto.

É verdade. Posso ser bem chato e cri-cri especialmente quando se trata de Fotografia.

Abaixo segue o link de um excelente artigo, publicado no site www.alternativephotography.com.

Honestidade e sinceridade intelectual são atributos essenciais à qualquer um que leve a sério seu trabalho.

(Para variar, em inglês.)

http://www.alternativephotography.com/wp/open-blog/a-prolegomenon-for-gum-printers-and-other-visual-alchemists-i-gum-but-i-don%E2%80%99t-igum

Processos históricos e alternativos carregam um risco para os fotógrafos que os praticam.

Não estou falando do contato direto com os químicos envolvidos nem da exposição excessiva à radiação UV, para isso existem luvas, máscaras e protetor solar. O risco é outro, bem mais sutil.

A empolgação da (re)descoberta de um processo qualquer, a pesquisa e estudo das fórmulas e dos diferentes tipos de papeis, não podem servir como desculpa para a execução de fotografias mal feitas.

A falta de cuidado na composição, as exposições feitas, por pura preguiça,  no automático e a falta de conhecimento da principal ferramenta que é a luz  terminam por prejudicar toda a preparação para se fazer uma impressão usando qualquer processo alternativo.

Um papel salgado preparado com todo o cuidado quanto ao papel e as medidas exatas dos reagentes, exposto, “revelado” , fixado e lavado com os tempos certos, será somente um exercício fútil de virtuosismo técnico se a fotografia escolhida for ruim, e nada além disso.

(Isso também vale para a turma do “Depois eu conserto no photoshop.”

Conserta p**** nenhuma!

Fotografia mal feita vai sempre ser uma fotografia mal feita e pouco adianta macaquear as deficiências com meio quilo de programas, máscaras e filtros.)

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