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Sobre a pré-venda de um livro
Em 30 de setembro de 2017 lancei, pela Ibis Libris Editora, meu Manual de Cianotipia e Papel Salgado com uma tiragem de 100 exemplares, um número redondo e sonoro. Porém, cabe perguntar como foi decida essa quantidade. Por que 100 e não 50 ou 200?
Essa resposta começou a ser dada um mês e pouco antes do lançamento quando se iniciou a pré-venda do livro.
Com a opção, criada pela impressão digital, de se imprimir pequenas quantidades ou por demanda, a pré-venda deixou de ser uma mera comodidade oferecida ao leitor para garantir seu exemplar para se tornar um termômetro, tanto para editoras quanto para autores.
Dependendo da quantidade de pedidos recebidos o autor, se não for primo de Narcíso, pode dirigir seu esforço pessoal na divulgação de sua obra em uma ou outra direção. Para a editora, aponta qual poderia ser uma quantidade razoável de exemplares que pode ser impressa sem medo de encalhe e eventual adoção de alguma ação complementar de divulgação.
Para os dois. Os resultados da pré-venda é economia. Os valores arrecadados já podem custear a impressão, ou parte dela, além de também já ser um início de remuneração (ainda que parca) por todo o trabalho envolvido na produção de um livro.
Mais um dado que serve a todos – Autores, editoras, gráficas e leitores. Com a pré-venda se economiza papel, se otimizam recursos, não se perde tempo, não se trabalha em vão.
Se meu livro serve como exemplo, seguem alguns números.
Durante o período de pré-venda, por conta da divulgação feita pela editora e por mim, via, sites, blogs, redes sociais e boca-a-boca, quase 60 exemplares já haviam sido vendidos antes do lançamento. Essa quantidade apontou para o 100. Já com pouco mais da metade com destino certo, os 40 e poucos exemplares restantes poderiam ser guardados, esperando novas vendas, sem ocupar muito espaço.
Uma pré-venda com divulgação bem dirigida, um cálculo realista da quantidade de exemplares e a possibilidade de fazer a impressão em pequenas tiragens, são aspectos que não podem ser desprezados por quem quer que embarque nessa aventura que é publicar um livro.
Para encerrar a história do Manual. Os 40 e poucos exemplares restantes foram vendidos ao longo dos três meses seguintes ao lançamento e uma nova tiragem foi feita em fevereiro de 2018 e está indo… indo… indo.
https://ibislibris.loja2.com.br/8770719-O-lapis-da-natureza

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The Pencil of Nature foi o primeiro livro comercial ilustrado com fotografias. Publicado em fascículos entre 1844 e 1846, é considerado um importante momento na história da fotografia.

Capa de um dos 15 volumes ainda existentes

Capa de um dos 15 volumes ainda existente

Escrito por William Henry Fox Talbot detalhou o desenvolvimento da calotipia e incluía 24 fotografias ilustrando as possibilidades de aplicação da nova técnica e, mais uma vez, mostrando o lado comercial de Talbot.

Como muitos livros daquele tempo os fascículos eram vendidos sem estarem encadernados, deixando aos compradores a escolha de como fazê-lo.

Apesar de Talbot haver planejado um número maior de fascículos, o livro não foi um sucesso comercial e somente seis foram publicados.

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talbot_open_door_the_pencil_of_natureAs imagens incluíam paisagens, arquitetura, still, mas somente um retrato, (isso por conta do longo tempo de exposição necessário), e junto a cada uma, um pequeno texto exaltando as vantagens da nova técnica.

Hoje ainda existem quinze livros originais completos.

Anna Atkins, botânica inglêsa e filha o cientista John George Children, foi a primeira pessoa a perceber  potencial da fotografia em trabalhos cientificos.

Anna Atkins

Anna Atkins

Em 1843, utilizando o recém descoberto processo da cianotipia, publicou o primeiro livro de fotografias que se tem conhecimento. Intitulado: Photographs of British Algae: Cyanotype Impressions.

Capa do Livro

Capa do Livro

Entre o ano de seu lançamento e 1850, Anna Atkins produziu mais 12 outras partes desse trabalho totalizando mais de 350 fotogramas.

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Em 1854, com a provável colaboração de uma amiga,  Anne Dixon, Atkins produziu ainda outro trabalho intitulado: Cyanotypes of British and Foreign Flowering Plants and Ferns.

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Apesar da simplicidade dos fotogramas  usados, os trabalhos de Anna Atkins serviram para demonstrar, logo em seus primeiros tempos,  que a fotografia poderia ser  um excelente meio de registro e documentação cientifica, mostrando,  ao mesmo tempo, as possibilidades estéticas do novo meio.

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