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Manchas no negativo após a secagem. Isso já aconteceu, pelo menos numa vez, com qualquer um que já tenha se aventurado a revelar seus próprios filmes. Na hora de ampliar aparecem aquelas manchas na cópia, que simplesmente arrasam uma imagem que teria sido perfeita.

Esse problema acontece quando o filme é pendurado para secar e a água não escorre completamente, formando pequenas “poças” que levam mais tempo para secar e deixam marcas na emulsão.

Uma forma de minimizar isso é o uso de algum surfactante na lavagem final do filme. O mais conhecido deles é o Photo-Flo, que foi fabricado pela Kodak. Sua ação se dá pela diminuição da tensão superficial da pequenas concentrações de água fazendo com que ela escorra com mais facilidade.

Porém como é cada vez mais complicado conseguir Photo-flo, ou qualquer outro produto semelhante no Brasil, partimos para a solução caseira mais próxima.

Os detergentes de louça são os surfactantes mais fáceis de serem usados para a substituição dos produtos específicos.


Em um litro de água adicione 30 ml de detergente e 25 ml de álcool isopropílico. Use após a final de lavagem do filme e depois é só pendurar para secar. (Em um local sem poeira, por favor!)

ATENÇÃO! Detergente transparente neutro. Você não vai querer descobrir que o corante vermelho e o aromatizante eventualmente alteraram alguma coisa nos seus negativos.

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Apesar das várias fontes disponíveis, parece que os digitais, que estão descobrindo a fotografia química, não conseguem sair da trinca Dektol / D76 / Parodinal.
Então, para facilitar segue o link para o Kodak Chemicals and Formulae, publicado pela Kodak, em 1949 (3ªedição). É bom lembrar que alguns dos compostos usados levam o nome comercial dado pela empresa, mas com um pouco de pesquisa se consegue saber qual é o “genérico”.
Só um lembrete. Antes de sair misturando, leiam com atenção para não desperdiçar material e nem jogar dinheiro pelo ralo.
Bom divertimento!

A Propósito do “Mais Artístico” Preto e Branco

Qualquer um que se aventure a fotografar, seja ele profissional ou um amador dedicado, já escutou a frase: “Prefiro preto e branco… é mais artístico.” Só que até hoje não consegui que ninguém me explicasse realmente o que vem a ser esse tal de “mais artístico”, e nem porque a fotografia colorida é muitas vezes tida com inferior em relação àquela em preto e branco.

Salvo as experiências de James Maxwell, ainda no século XIX, e os autocromos dos irmãos Lumière, as fotografias coloridas somente se firmaram com o lançamento do filme Kodachrome em 1935.

Desde o início da fotografia, o mundo só conheceu imagens monocromáticas. Todos os processos de impressão fotográfica, comercialmente viáveis, somente produziam imagens monocromáticas. Outro ponto que merece também alguma atenção é facilidade, tanto no processo quanto no custo financeiro, de revelação e impressão das fotografias monocromáticas em relação às coloridas. Qualquer um que já tenha montado um laboratório no banheiro de casa sabe disso.

Todos os argumentos sobre as texturas que são ressaltadas ou os jogos com as luzes e sombras, que valorizam esse ou aquele aspecto da cena fotografada, utilizados para justificar o caráter “mais artístico”das imagens em preto e branco também valem para as imagens coloridas.

Talvez se valorize mais o preto e branco por conta de alguma memória afetiva,  sedimentada desde o início da fotografia. Talvez a falta de mais informação visual que o colorido oferece nos excite a imaginação. Quem sabe o fato de enxergarmos o mundo em cores nos deixa a impressão de que uma fotografia colorida seja somente um mero registro da realidade, enquanto a monocromática implique em uma abstração feita pelo autor da imagem para dar sua interpretação do que vai ao seu redor.

Seja qual for o argumento utilizado, ainda assim não me convence da superioridade de uma sobre a outra. O que existe são boas fotografias ou fotografias que não prestam, tanto monocromáticas quanto coloridas. A qualidade artística, (ou sua falta), é tão somente fruto do talento de quem executou o trabalho.

(Um delírio final: Van Gogh ou Monet seriam “mais artísticos” em pb?)

E já que falei em fotografia em preto e branco versus a colorida e para não perder o costume, segue um link para uma publicação da Kodak. “The Photography of Colored Objects” , publicado inicialmente em 1909 e reeditado regularmente, que trata sobre a fotografia em preto e branco de objetos coloridos.

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Por conta de um mortal triplo carpado, com rosca invertida, que a vida algumas vezes aplica, minha primeira coleção de máquinas fotográficas foi para outras mãos. Agora, recomeçando.
Para se colecionar qualquer objeto industrial um parâmetro fundamental deve ser seguido. A peça pode apresentar sinais de desgaste ou da passagem do tempo, porém todas as funções originais têm que funcionar perfeitamente, ressalvados, obviamente, casos excepcionais por conta da raridade da coisa.

Juntar equipamentos quebrados não é coleção, é acumulação. E isso, é caso para psiquiatria.

Chinon CX

Chinon CX, 1974, lente 55mm 1:1.7. 35 mm.  Típica máquina fotográfica dos anos 1970. Corpo metálico. Pesada se comparada com os equipamentos atuais. A única eletrônica incorporada é um fotometro. Funcionando perfeitamente, inclusive o temporizador.

Fundada em 1948 por Chinon Hiroshi é, desde 1997, controlada pela Kodak Japan Ltd. Se quiser saber um pouco mais sobre a história, clique aqui.

 

A fotografia alternativa não deve ser limitada somente pelo uso de processos históricos. Sempre existe espaço para experiências que combinem novos materiais com conhecimentos antigos, ou a conjugação das tecnologias dos séculos XIX, XX e XXI. O único pecado é não tentar.

Tenho ainda algumas folhas 4 x 5 pol de filme gráfico Kodalith 2556, com data de fabricação de 1998. Totalmente veladas e portanto inúteis para seu propósito original. Porém se pensarmos em Lumen print as coisas começam a mudar de figura. Se além do Lumen, juntarmos algo de quimigrama o resultado, apesar de imprevisível, pode surpreender.

Fotograma obtido após exposição direta à luz do sol por 3 horas. Banho fixador de 10 minutos com solução de hipossulfito a 10%. (Lumen Print) O galho foi embebido com um removedor a base de querosene para criar alguma reação com a química do filme. (Quimigrama)

Fotograma obtido após exposição direta à luz do sol por 3 horas. Banho fixador de 10 minutos com solução de hipossulfito a 10%. (Lumen Print)
O galho foi embebido com um removedor a base de querosene para criar alguma reação com a química do filme. (Quimigrama)

Até aqui: Fotograma – Século XIX; Lumen Print e Quimigrama – Século XX.

Inversão da imagem negativa com programa de edição de imagens.

Inversão da imagem negativa com programa de edição de imagens.

Programa de edição de imagens: Século XXI chegando para gerar a imagem final.

Imagens fotográficas alternativas podem e devem utilizar todas as ferramentas disponíveis.

Imagens fotográficas alternativas podem e devem utilizar todas as ferramentas disponíveis.

As  manchas brancas são o resultado da ação do removedor sobre a película do filme.
Quem se interessar por uma cópia vou fazer uma edição de 20 imagens, 25×30 cm, em papel algodão.

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