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Em 28/08/2010,  publiquei um post com o título  Papel Fotográfico Caseiro onde se mostrava como fazer uma emulsão simples de gelatina de prata (cloreto) para fazer papeis fotográficos pb.
A “receita” e o processo eram, e são, bem simples. Porém com muito espaço para experimentação e aperfeiçoamento.
Diferentemente dos produtos industriais onde a padronização é a regra imposta por conta dos custos de produção envolvidos, fazer um papel fotográfico de forma artesanal permite um grande número de variações, podendo cada praticante chegar até a ter a sua fórmula e processo pessoal.
Assim, segue outra formulação e suas etapas de elaboração.

Dissolver 6 g de gelatina em 90ml de água.

(A gelatina utilizada não foi aquela normalmente encontrada no comércio em sachets individuais. É mais fina e foi adquirida a granel em loja de temperos, condimentos, etc..)

Adicionar 2 g de cloreto de sódio e quando totalmente dissolvido, adicionar 1 ml de uma solução a 2% de iodeto de potássio.

COM LUZ DE SEGURANÇA, adicionar 10 ml de solução composta 10 ml de nitrato de prata a 15% e 2 g de ácido cítrico.

(A presença do iodeto torna a emulsão mais sensível, portanto a luz de segurança é realmente necessária.)

Banho-Maria por 30 minutos a uma temperatura entre 60 e 65ºC.

(A temperatura e o tempo são maiores do que aqueles indicados na primeira postagem. Isso, além de acelerar a formação dos haletos de prata aumentará sua sensibilidade à luz.)

Gelatina de prata – cloro/ iodeto

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Da primeira tiragem de 100, só restam 19.

A carência de textos técnicos sobre fotografia no Brasil é inegável. Sobre fotgrafia alternativa então, é melhor nem falar.
Porém, o cenário parece começar a mudar. Além do crescente número de praticantes de processos fotográficos alternativos, algumas iniciativas para a propagação desses conhecimentos começam a surgir.
A mais recente vem de São Paulo e tem como responsáveis Alex Gimenes e Renan Nakano, que, em breve estarão lançando  “Fotografia do sec. XIX – Ambrotipia & Ferrotipia”.
Por tudo que os dois têm mostrado de seus trabalhos com esses processos, o livro promete ser uma excelente aquisição para a biblioteca de de qualquer um que deseje estudar, entender e praticar qualquer processo fotográfico alternativo.

Depois de muito tempo trancado em uma gaveta, finalmente saiu. Manual de Cianotipia e Papel Salgado, em português. Pré-vendas, aqui.

De repente alguém vem e pergunta:

– Encontrei esse bloco no fundo de uma caixa. Te interessa?

Mais de 90 folhas 23,5 x 31 cm. Gramatura 200g. Textura fina e tonalidade creme bem claro. Fabricante desconhecido, mas de excelente qualidade. As marcas da passagem do tempo se limitam às bordas e nada mais.
Minha resposta é óbvia.
Agora é decidir qual o melhor tema e processo para aproveitar esse presente.

A propósito. A Via Calzaiuoli continua em Florença,  já Galotti e Parenti não se sabe mais deles.