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Antes de falar dos filtros propriamente ditos é melhor rever algumas informações:
1) A luz branca, passando por um prisma ótico se decompõem em sete cores, cada cor correspondendo a um comprimento de onda diferente. (Quem não fugiu das aulas de física deve lembrar de experiência com o disco de Newton.) O arco-íris nos lembra disso todas as vezes que aparece depois de um temporal. As gotículas de água ainda suspensas no ar funcionam como micro prismas gerando o efeito que vemos.
2) A cor que vemos em um objeto é o comprimento de onda que ele reflete. Uma caixa azul só é azul por refletir esse comprimento de onda e “absorver” os demais.
3) Só existem três cores primárias: Vermelho, amarelo e azul. As demais e todas as suas tonalidades são uma combinação dessas três.
4) Preto não é cor, é ausência total de cor.
5) Branco não é cor, é a soma de todas as cores.
6) Na fotografia PB cada tonalidade de cinza corresponde a um comprimento de onda, portanto uma cor. ( Por conta disso é que é possível colorizar fotos e filmes antigos.)

Os filtros para fotografia não são nada mais do que um pedaço de vidro ou gelatina de uma determinada cor que serve para bloquear, em maior ou menor grau, qualquer outra cor que não seja a sua, fazendo com isso que determinados elementos da composição sejam ressaltados, clareados ou escurecidos, além de contribuir para melhora do contraste geral da imagem e sua acutância.

Porém, não é só espetar um filtro diante da objetiva e pronto. É bom lembrar que estamos adicionando mais uma barreira que tem que ser ultrapassada para que a luz chegue até o filme e que ajustes devem ser feitos para que a exposição seja correta. Isso não é um problema se você está trabalhando com uma câmera com fotometro embarcado. A leitura feita já estará considerando a quantidade de luz disponível com a inclusão do filtro na equação.
A necessidade de correções acontece quando a câmera não tem um fotometro. Apesar de parecer um problema, não é. Isso é resolvido, como quase tudo em fotografia, com uma operação aritmética simples. Todos os filtros, pelo menos os dos melhores fabricantes, apresentam um número gravado em seu anel. Esse número representa a densidade do filtro (calculada considerando material do qual é feito e sua cor). Para saber qual a compensação deve ser feita para uma exposição correta basta dividir esse número por 2 e acrescentar o resultado em pontos de abertura do diafragma. Resumindo: para um filtro com densidade igual a 10, o diafragma deve ser aberto em cinco pontos. ( 10 / 2 = 5) para se obter a exposição correta.


UMA OBSERVAÇÃO IMPORTANTE.
O USO DE FILTROS FÍSICOS EM CÂMERAS DIGITAIS É PERFEITAMENTE POSSÍVEL, DESDE QUE ELA ESTEJA REGULADA PARA FAZER AS FOTOS EM PB. NÃO ADIANTA FAZER A FOTO EM CORES PARA DEPOIS CONVERTER PARA ESCALA DE CINZA.

Os Filtros

Amarelo (Y)
Escurece os tons de azul e clareia os amarelos e laranjas e as tonalidades de verde claro. Acentua o contraste geral e reduz o véu atmosférico (haze). Destaca objetos claros contra fundos escuros e ajuda a eliminar ou atenuar imperfeições de pele, principalmente com iluminação artificial.

Laranja (O)
Bloqueia os tons azuis mais claros e aumenta muito o contraste geral da imagem.Reduz o véu atmosférico (haze) com muito mais intensidade que os filtros amarelos. Muito útil quando usado em tels longas ( mais de 200 mm).

Vermelho (R)
Bloqueio muito intenso dos verdes e quase total dos azuis. Aumenta o contraste de forma acentuada eliminando praticamente todo o véu atmosférico (haze). Utilizado em cinema para simular cenas noturnas sob luar intenso.

Verde (G)
Bloqueia os tons de vermelho e laranja clareando os amarelos e verdes. Útil para fotos com luz artificial indireta ajudando na melhor definição de textura de peles mais escuras.

Azul (B)
Bloqueia os vermelhos e clareia os azuis. Simula a aparência de filmes ortocromáticos em emulsões pancromáticas.

Uma referência rápida para clarear ou escurecer objetos.

Objetos azul-esverdeado, clareiam com filtros azuis ou verdes e escurecem com os vermelhos e laranjas.

Objetos azuis, clareiam com filtros azuis e escurecem com os vermelhos, laranjas e amarelos.

Objetos verdes, clareiam com filtros verdes e escurecem com os vermelhos e laranjas.

Objetos amarelos, clareiam com filtros amarelos e escurecem com os azuis e os vermelhos.

Objetos vermelhos, clareiam com filtros vermelhos e escurecem com os verdes e azuis.

A partir daí podemos deduzir qual o melhor filtro a ser utilizado, bastando, para tanto, saber qual a cor primária dominante.




Acabou de chegarmnl

Cianotipia.
Fácil de aprender. Fácil de fazer. Fácil de virar. Fácil de alterar.

Tão fácil que é, quase sempre, o primeiro processo de impressão fotográfica alternativo que se aprende para, depois, partir para os outros.

Porém, mesmo sendo tão fácil, quando estudado ainda revela pequenos detalhes de execução que, combinados com cada tipo de suporte disponível, pode ser a diferença entre mais uma impressão fácil e descartável e um trabalho que mereça uma parede.
O artigo de Christina Z. Anderson, publicado no site alternativephotography.com, mostra até onde o que é “fácil” pode ser refinado.

Cyanotype papers tested

(Fotografia Christina Z. Anderson)

Da primeira tiragem de 100, só restam 19.

Teste feito com o papel desconhecido. Muito cuidado no manuseio por conta da gramatura mais baixa.
Cianotipia tradicional e “revelação” ácida (  ácido cítrico 15%).

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