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Continuando a pesquisa, em publicações do século XIX, sobre negativos de papel é inevitável esbarrar com alguns termos que deixaram de ser usados pela química moderna. Nomes arcaicos que nos remetem aos tempos da alquimia.
No Répertoire Encyclopedique de Photographie, publicado em 1865, por Henry de La Blenchère, consta um procedimento de reforço para negativos de papel encerado, onde é mencionado o uso de cloreto de estanho ou “Licor fumegante de Libavius”. Nome que parece ter saído diretamente de algum episódio de Game of Thrones.

E como nessas horas a mão não consegue ficar quieta, com quatro cliques do mouse surge a figura de Andreas Libavius (1555 – 1616), médico e alquímico alemão, que, apesar de acreditar na transmutação de metais, é o autor do primeiro livro de química “moderno”, onde descreve de forma clara e direta várias reações químicas fugindo das metáforas obscuras tão comuns nos textos alquímicos.

O melhor de tudo é constatar, mais uma vez, que a longa corrente de conhecimentos, que começa quando alguém conseguiu fazer fogo ou lascar um pedaço de sílex para cortar carne, continua. O trabalho de alguém nascido no século XVI, repercute em uma publicação do século XIX e é, depois, mencionado em um blog, no século XXI.

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