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Depois de muito tempo trancado em uma gaveta, finalmente saiu. Manual de Cianotipia e Papel Salgado, em português. Pré-vendas, aqui.

A rigor todo e qualquer papel fotográfico fotoquímico pode ser enquadrado nessa categoria. Sempre existem sais envolvidos na reação, sejam eles de prata, ferro, cromo, ouro, platina ou paládio. Porém se convencionou chamar de “papel salgado” o mais básico dos papeis fotográficos que envolvem o uso da prata.
Processo dominante de impressão até o início da década dos 1860 e comercialmente mais bem sucedido que a imagem  única fornecida pelo processo do daguerreotipo, foi o primeiro processo a possibilitar um número ilimitado de cópias de uma mesma imagem.

No papel salgado a formação do cloreto de prata fotossensível, resultante da reação entre o cloreto de sódio ( sal de cozinha) ou de amônia e o nitrato de prata se dá dentro das fibras, gerando uma imagem sem brilho ( mate) e com densidade máxima relativamente mais baixa.

 

Para melhorar a qualidade da imagem e dar um pouco mais de profundida é necessário que se use mais um componente na preparação do papel. Um selante/agregador orgânico como, por exemplo, gelatina ou amido de milho, que irá agir de forma a impedir que os cristais de cloreto de prata se formem mais profundamente no papel,  aumentando sua concentração nas camadas mais próximas a superfície. Alguns autores indicam que o uso de diferentes compostos e diferentes concentração podem alterar as tonalidades finais da imagem.

Além da dupla cloreto e nitrato mais um composto químico  acidulante deve ser adicionado à solução. O ácido cítrico por não ser um ácido forte é normalmente a escolha. Apesar de não ter qualquer participação na formação da imagem, sua função é minimizar o surgimento de véus e evitar um rebaixamento muito acentuado por ocasião da fixação.

 

Lambe-lambe no Parque Farroupilha (Redenção), Porto Alegre

Pelo jeito que a tecnologia vai, a resposta é: Sim,sem sombra de dúvida.

Mas o pior é que além de alternativo, a prática da revelação e ampliação de fotografias P&B, por conta própria, está se tornando alguma coisa bem próxima da alquimia. ( Não vou nem falar de fotos a cores. Isso, já entra no terreno da alta magia.)

Me explico melhor. Antes bastava que se entrasse em qualquer loja de produtos para fotografia e saía-se com revelador, fixador, interruptor e papel fotográfico. Tudo muito fácil e tranquilo. Hoje tudo está bem mudado. Os grandes fabricantes desses produtos, ou já encerraram a produção, ou anunciam o fim. Os poucos que ainda se mantém, obviamente seguem as leis de mercado – Sendo os únicos, enquanto houver uma demanda, o preço sobe. ( Pior ainda naqueles lugares que importam, além do preço alto, também encaram um fisco esfomeado.)

Porém, como sempre, alguns poucos ao invés de seguir a manada, preferem caminhar ao som de outro tambor e escolhem manter vivo um conhecimento cada vez mais relegado ao que, agora, alguns mais apressados e menos informados, já se referem com passado romântico ou pré-história da fotografia.

Este post é simplesmente uma compilação de reagentes que podem ser usados por quem quiser se aventurar no preparo de sua própria química fotográfica.

Algumas fórmulas já estão na página de fórmulas Outras serão adicionadas para quem quiser sair da mesmice.

ATENÇÃO:

TODO O PROCEDIMENTO QUE ENVOLVA A MANIPULAÇÃO DE PRODUTOS QUÍMICOS DEVE SER REALIZADO COM AS PRECAUÇÕES CABÍVEIS. CASO VOCÊ NÃO SAIBA COMO, OU NÃO SE SINTA SEGURO PARA FAZER, NÃO ARRISQUE.

Os Básicos

O mínimo que você deve ter para revelar filmes e papeis.

HIDROQUINONA

Cristais em forma de pequenas agulhas, pouco solúveis em água e de cor levemente cinza. É um agente revelador presente em praticamente todos os reveladores para filmes ou papeis. É responsável pelo  nível de contraste do material. Degrada-se sob a ação da luz, devendo ser guardada em frascos escuros.

METOL 

Também conhecido por Enol e vários outros nomes comerciais. Pó cristalino de cor que vai do branco (de melhor qualidade) ao acinzentado. Muito solúvel em água e muito empregado nas fórmulas de reveladores, atua sobre a densidade do revelado. Deve ser utilizado basicamente  em meio alcalino. Pode ser usado isoladamente, mas normalmente tem sua eficiência grandemente aumentada quando combinado com a hidroquinona.

CARBONATO DE SÓDIO

Agente alcalinizante para a preparação de reveladores e viragens. Pode ser encontrado sob a forma de pó branco ( mono-hidratado) ou de cristais (deca-hidratado). A utilização de cada forma obedece a equivalência de 3 pôr 8, ou seja: 3 unidades do pó equivalem a 8 unidades de cristais.

BROMETO DE POTÁSSIO

Cristais brancos a translúcidos, muito solúveis em água.  Utiliza-se como retardador na formulação de reveladores para a redução na formação de véu. Também usado como um dos componentes de banhos de branqueamento.

SULFITO DE SÓDIO

Muito solúvel em água, e que se pode apresentar sob duas formas: anidro ou hepta-hidratado, A utilização de cada forma obedece a equivalência de 1 pôr 2, ou seja: 1 unidade do anidro equivale a 2 unidades do hepta-hidratado. Utiliza-se como conservante de reveladores e fixadores e como eliminador  tiossulfato na fase de lavagem.

ÁCIDO ACÉTICO

Ácido fraco com acentuado cheiro a vinagre, solúvel em água em todas as proporções. Quando concentrado solidifica por volta dos 16º C, razão por que é conhecido como ácido acético glacial. Para fins fotográficos deve ter uma concentração de 28 %. É um acidulante de uso geral que se utiliza, principalmente,  na preparação dos banhos de interrupção, na concentração de 2 %. Pode, também, integrar algumas formulas de inversão, fixadores endurecedores, de branqueadores e de soluções de viragem. É um produto corrosivo e deve ser manipulado com cuidado sob pena de graves irritações na pele, nos olhos ou nas vias respiratórias. Os seus vapores são inflamáveis, pelo que os frascos devem ser mantidos afastados das chamas. (Pode ser substituído pelo ÁCIDO CÍTRICO  –  Também um ácido fraco, sólido, cristalino, translúcido e bastante solúvel em água.  Não apresenta risco especial, a não ser para os olhos, que poderão ficar irritados quando em contato com suas soluções.)

TIOSSULFATO DE AMÔNIA / TIOSSULFATO DE SÓDIO

Também conhecidos por hipossulfito de amônia e hipossulfito de sódio. Produtos muito solúveis em água. Mbos utilizados nas fórmulas de fixadores. O de sódio foi a agente fixador mais amplamente utilizado na fotografia porém, comercialmente, foi substituído pelo de amônia que, com menores concentrações possibilita uma redução no tempo necessário para a fixação da imagem.

Com os reagentes acima, quem desejar se aventurar, tem tudo o necessário para fazer sua própria química fotográfica, podendo preparar praticamente todas as formulações comerciais que já não estão mais disponíveis, além, é lógico, da possibilidade de criar o seu próprio revelador para testar esse ou aquele efeito imaginado.

Sofisticando um pouco.

Os reagentes abaixo não são indispensáveis e somente valem a pena se você realmente quiser ir mais fundo.

ÁCIDO BÓRICO

Ácido muito fraco utilizado em algumas fórmulas de reveladores de grão fino, nos banhos de interrupção e em fixadores endurecedores.

ÁCIDO CLORÍDRICO

É um ácido forte, muito corrosivo e que liberta vapores irritantes. Requer cuidados especiais de manipulação, pois pode causar queimaduras graves quando em contacto com a pele e olhos, ou quando inalado. Emprega-se nos processos que requeiram soluções muito ácidas tais como viragens e intensificações.

ÁCIDO OXÁLICO

Moderadamente solúvel em água. Venenoso. Utiliza-se em algumas formulas de banhos de viragens e como conservante de reveladores. Decompõe-se lentamente sob a ação da luz devendo ser guardado em frascos escuros.

ÁCIDO SULFÚRICO

Ácido muito forte, extremamente corrosivo e que ataca rapidamente as substâncias orgânicas (em presença de um oxidante, como o permanganato de potássio, pode dar origem a combustões espontâneas de substâncias orgânicas, tais como papéis ou tecidos).  Utiliza-se em solução diluída como acidulante de fixadores, nos processos de inversão e de viragem.

ALÚMEN DE POTÁSSIO

Quimicamente é o sulfato de alumínio e potássio, também conhecido unicamente por alúmen.  É um endurecedor da gelatina. Utilizado principalmente na composição de  fixadores endurecedores e banhos de viragem.

AMIDOL

Dicloreto de 2,4-diaminofenol. Cristais brancos, muito finos e pouco solúveis em água. É utilizado como agente revelador, se bem que as suas soluções se deteriorem rapidamente.

BISSULFATO DE SÓDIO

Muito solúvel em água. Utiliza-se na formulação de banhos de viragem.

BISSULFITO DE SÓDIO

Muito solúvel em água. Utiliza-se como conservante de reveladores e também  na composição de fixadores ácidos e banhos de interrupção, onde pode substituir o metabissulfito de potássio. Também é utilizado em processos de viragem.

BÓRAX

Também conhecido por tetraborato de sódio, ou somente por borato de sódio.  Alcalinizante, utilizado na composição de reveladores grão fino e em alguns banhos de viragem.

CITRATO FÉRRICO AMONIACAL ( Verde)

Utiliza-se nos processos de viragem para azul.  É um produto sensível à luz, pelo que deve ser mantidos em recipientes escuros.

CITRATO DE POTÁSSIO

Solúveis em água. A sua solução aquosa conserva-se mal. Utiliza-se em formulas de viragem para vermelho à base de cobre.

CLORETO DE OURO

Cristais castanho amarelados, deliquescentes e muito solúveis em água. A solução aquosa decompõe-se quando exposta à luz, pelo que deve ser conservada em frascos escuros. Substância principal nos processos de viragem a ouro.

CLORETO DE SÓDIO

Sal  de cozinha. Empregado em alguns reveladores de grão fino, como aditivo nos processos de viragem, em branqueadores e como auxiliar na eliminação do tiossulfato residual durante a fase de lavagem.

DICROMATO DE POTÁSSIO/AMÔNIA

Também conhecidos por bicromatos.  Oxidantes extremamente enérgicos, que se utilizam na preparação de banhos de enfraquecimento, branqueadores e intensificadores. A presença de ácido sulfúrico concentrado potencia as suas características oxidantes, a ponto de poder originar combustão espontânea de pequenas peças de papel ou de tecido.

FENIDONA

1 fenil-3-pirazolidona. É um produto cristalino branco, ligeiramente solúvel em água, que se utiliza como agente revelador, e que substitui vantajosamente o metol, dado usar-se em menores concentrações e não apresentar os efeitos nocivos deste sobre a pele. É utilizado em alguns reveladores da Ilford.

FERRICIANETO DE POTÁSSIO

Solvente da prata metálica, pelo que se utiliza na preparação de branqueadores e na formulação de banhos de viragem. É um produto sensível à luz e deve ser conservado em frascos escuros. Evitar o contato com ácidos fortes ou  aquecidos, pois se decompõem formando ácido cianídrico ou cianetos, extremamente venenosos.

GLICINA

Ácido p-hidroxi-fenilamino-acético. Pouco solúvel em água, mas solúvel em solução de sulfito de sódio. É um agente revelador utilizado para reveladores de grão fino.

HIDRÓXIDO DE SÓDIO

Soda cáustica. Deliquescente e absorve o dióxido de carbono presente no ar, deteriorando-se rapidamente, devendo ser mantido em frascos bem fechados. É um alcalinizante muito forte, muito corrosivo e que liberta grandes quantidades de calor quando se dissolve em água.  Usa-se como alcalinizante de reveladores e em soluções de viragem.

IODETO DE POTÁSSIO

Muito solúvel em água.  Utiliza-se em banhos de branqueamento e de intensificadores.

METABISSULFITO DE POTÁSSIO

Muito utilizado como conservante de reveladores e como acidulante em banhos de paragem e em  fixadores.

NITRATO DE PRATA

Utilizado na preparação de intensificadores e banhos de viragem. Escurece rapidamente em presença da luz e, em especial, se também estiver presente matéria orgânica, devendo ser mantido em frascos muito escuros.

PIROCATECOL

Pirocatequina ou catecol. Substituto para hidroquinona em reveladores.

PIROGALOL

Ácido pirogálico, ou simplesmente por piro. É utilizado como agente revelador de alta energia. Venenoso.

SELÊNIO 

Usado nos processos de viragem conhecidos por “viragem a selenio”, em que a prata metálica é convertida em seleneto de prata, extremamente resistente às agressões do meio ambiente. Venenoso.

SULFATO DE COBRE

Utiliza-se em banhos de viragem para vermelhos à base de cobre.

TIOCARBAMIDA

Conhecido também pelo nome de tioureia. Utilizada banhos de viragem para sépia. Tóxico.

Existem outros reagentes que também poderiam fazer parte dessa lista, porém, por serem extremamente tóxicos, prefiro omiti-los.

 

Patenteado em 1895, por Arndt & Troost, o processo de impressão conhecido hoje como Marrom Van Dyke (MVD), combina a ação de sais de ferro e prata para a obtenção da solução fotossensível.

O nome Marrom Van Dyke se deve por conta da tonalidade marrom obtida, muito semelhante àquela encontrada nos quadros do pintor flamengo do século XVII, Anton Van Dyke.

Processos de impressão que combinam ferro e prata, não chegaram a ser uma novidade na época do pedido de patente. Esses processos têm origem em outro bem mais antigo, desenvolvido por Herschel ( para variar um pouco) ainda na primeira metade do século XIX, a argentotipia.

As impressões feitas com os sais de ferro e prata, podem ser divididas em dois processos bem distintos; não só pela química envolvida, mas também, e principalmente, pela escala de monocromia obtida.

O primeiro processo, MVD, como o próprio nome já indica, gera uma imagem na escala do marrom pela combinação do citrato férrico amoniacal com o nitrato de prata. O segundo processo, a Kalitipia, que gera imagens na escala cinza e usa o oxalato férrico amoniacal combinado ao nitrato de prata.

(Observação: Apesar do nome significar a mesma coisa, “bela impressão” , a kalitipia não tem nada a ver com a calotipia desenvolvida por Fox-Talbot.)

A fórmula originalmente patenteada para as imprssões Marrom Van Dyke, é a seguinte:

Citrato férrico amoniacal     De 80 à100 gramas
Nitrato de prata     De 12 à20 gramas
Ácido tartárico     De 15 à20 gramas
Gelatina     De 15 à20 gramas
Água         1 litro

Todos os reagentes eram dissolvidos na ordem dada e a solução, deixada “amadurecer” por três dias.

Atualmente a formulação utilizada pela maioria dos praticantes, deixa de fora a gelatina uma vez que boa parte dos papeis utilizados já possuem selantes incorporados.

A fórmula padrão utilizada hoje em dia é obtida pela combinação de três soluções iniciais.

Solução A

Citrato férrico amoniacal      9 gramas

Água destilada                     33ml

Solução B

Ácido tartárico                      1,5 gramas

Água destilada                      33 ml

Solução C

Nitrato de prata                     4 gramas

Água destilada                      33 ml

Inicialmente, incorpore a solução B na solução A e depois, devagar, junte a solução C. Deixe “amadurecer” por três dias.

A execução da impressão não difere de qualquer outro processo histórico, ou seja: O papel utilizado deve possuir uma gramatura suficientemente alta para suportar os banhos de lavagem e fixação sem rasgar; por se tratar de um processo que utiliza o UV, a impressão é feita por contato, logo, o negativo deve ter as mesmas dimensões da imagem final desejada.

Teste com Marrom Van Dyke, virado por cinco minutos com selênio 1:5.

O fluxo de trabalho segue a seguinte ordem:

1-    Exposição

2-    Lavagem inicial para a retirada dos sais de ferro e prata não reduzidos pela ação do UV. Essa primeira lavagem pode ser feita com água levemente acidulada com ácido cítrico e agitação constante. É aconselhável que sejam feitas três ou quatro trocas de água para garantir que boa parte dos resíduos de ferro e prata sejam retirados.

3-    Fixação com tiosulfato de sódio (hiposulfito) de 1 à 2% de concentração. Melhor usar o sistema de dois banhos deixando a impressão por quatro minutos em cada banho. O segundo banho deve ser sempre feito com fixador novo.

4-    Lavagem em água corrente por cinco minutos.

5-    Viragem. Mais que uma preocupação estética a viragem das impressões feitas com MVD, a viragem é etapa fundamental para a permanência da imagem. A imersão do papel em um banho com 10 à 20 gotas de cloreto de ouro a 1% ou cloroplatinato de potássio a 1%, dissolvidas em um litro de água é o suficiente para garantir que a impressão não irá se deteriorar em pouco tempo. Viragens com selênio também podem ser usadas em concentrações que podem variar 1:3 até 1:9

Não há tempo exato para esse banho de viragem. O controle da tonalidade é visual.

6- Lavagem final, por 20 minutos em água corrente, e secagem.

Como já disse algumas vezes, qualquer pessoa que pense em se aventurar no caminho da fotografia alternativa deve star preparada para estudar, experimentar e, quando necessário, improvisar.

Conseguir papeis fotográficos tradicionais está ficando cada vez mais difícil. Então, como forma de contornar essa situação, podemos fazer o nosso próprio papel.

Existem várias fórmulas (algumas até de execução bem complicada), mas como a intenção aqui é a de manter tudo o mais simples possível para que qualquer um possa fazer, abaixo seguem as instruções de como preparar um papel fotográfico,  para cópias por contato, com uma emulsão de cloreto de prata. ( gas paper/ gaslight paper)

Inicialmente prepare uma solução a 12 % de nitrato de prata. Em 80ml de água dissolva 12 g de nitrato de prata. Uma vez completamente dissolvido, complete com água até o volume de 100ml. Alguns autores contemporâneos indicam que a água deve ser destilada ou desmineralizada. Já preparei essa solução tanto com água comum, saída diretamente da torneira, quanto com água destilada. Não existe qualquer diferença perceptível.

O segundo passo é, em 250ml de água quente, dissolver um pacote de gelatina comum, Incolor e sem sabor, juntamente com 5g de cloreto de sódio (sal de cozinha) e 2g de ácido cítrico. Quando tudo estiver dissolvído o recipiente usado deve ser mantido em banho-maria a uma temperatura entre 50 e 55 graus.

HORA DE APAGAR AS LUZES.

Para que não se trabalhe na escuridão total, uma lâmpada de segurança vermelha pode ser acesa. Apesar da reação do cloreto de prata a luz ser bem mais lenta do que os papeis a base de brometo, a mesma deve ficar a pelo menos 4 metros de distância de onde se está trabalhando.

O passo seguinte é adicionar a solução de nitrato de prata à gelatina. Isso deve ser feito de forma lenta e constante. Nesse momento o líquido toma um aspecto leitoso resultante da formação do cloreto de prata.

Agora é só deixar que a emulsão “amadureça” . (Essa providência é fundamental para a formação regular dos cristais de cloreto.) A emulsão deve ser deixada por 20 minutos no banho-maria na temperatura indicada acima ( 50 a 55 graus).

Uma vez pasado esse tempo é só guardar a emulsão, envolta em um saco de plaśtico preto, na geladeira.

Para usar, basta que se retire do recipiente a quantidade desejada liquefazendo-a em banho-maria.

Sua aplicação no papel pode ser feita com uma trincha comum.

Uma vez seco o papel está pronto para ser usado.

ATENÇÃO!

Sempre que for usar a emulsão para preparar os papeis a única iluminação deve vir da lâmpada de segurança vermelha!

Os papeis preparados com essa emulsão não servem para ser usados com ampliadores. As cópias devem ser feitas por contato.

A revelação, interrupção e fixação é feita da mesma maneira  de qualquer outro papel fotográfico.

Abaixo, um teste: o tempo de exposição foi de, aproximadamente, 4 segundos. A fonte de luz foi uma lampada incandescente de 60w a 3 metros de distância.Revelação com a fórmula do ANSCO 125 a 20 graus, sem diluição. Papel Canson 200g.