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Cianotipia.
Fácil de aprender. Fácil de fazer. Fácil de virar. Fácil de alterar.

Tão fácil que é, quase sempre, o primeiro processo de impressão fotográfica alternativo que se aprende para, depois, partir para os outros.

Porém, mesmo sendo tão fácil, quando estudado ainda revela pequenos detalhes de execução que, combinados com cada tipo de suporte disponível, pode ser a diferença entre mais uma impressão fácil e descartável e um trabalho que mereça uma parede.
O artigo de Christina Z. Anderson, publicado no site alternativephotography.com, mostra até onde o que é “fácil” pode ser refinado.

Cyanotype papers tested

(Fotografia Christina Z. Anderson)

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Da primeira tiragem de 100, só restam 19.

De repente alguém vem e pergunta:

– Encontrei esse bloco no fundo de uma caixa. Te interessa?

Mais de 90 folhas 23,5 x 31 cm. Gramatura 200g. Textura fina e tonalidade creme bem claro. Fabricante desconhecido, mas de excelente qualidade. As marcas da passagem do tempo se limitam às bordas e nada mais.
Minha resposta é óbvia.
Agora é decidir qual o melhor tema e processo para aproveitar esse presente.

A propósito. A Via Calzaiuoli continua em Florença,  já Galotti e Parenti não se sabe mais deles.

 

Na última postagem de 2016 mostrei uma cianotipia feita com com a adição de dois novos componentes na solução tradicional  A+B (citrato+ferricianeto). Nada de revolucionário já que a imagem azul se forma da mesma maneira que em qualquer cianotipia, pela ação da solução na presença de radiação UV. Porém com alguma diferença em relação ao brilho e profundidade da imagem.

A idéia inicial foi adicionar alguma coisa que impedisse ou, pelo menos dificultasse, a absorção completa da solução pelas fibras do papel. Tradicionalmente isso é feito com gelatina, mas como eu queria algo um pouco mais radical resolvi usar cola PVA para selar o papel. A primeira tentativa com a cola aplicada diretamente não funcionou. Por ser muito espessa não espalhou de maneira uniforme deixando bem evidentes e em relevo as marcas do pincel usado.

A solução mais óbvia foi diluir a cola e para que isso não viesse a afetar tanto a solução, a diluição foi feita com a própria solução A+B modificada anteriormente ,e com jeitão de geléia de menta, feita ainda em outubro de 2016 onde a gelatina (6 gramas) já está incorporada.

No final das contas a “receita” ficou a seguinte: Uma colher de sobremesa de cola PVA + Duas colheres, também de sobremesa da solução. (Vai como receita de bolo porque não quis ter restos de cola nas paredes do tubo graduado de plástico.)

A exposição deve ser um pouco mais prolongada, bem como o tempo de lavagem. As imagens abaixo foram feitas a partir de negativos de papel encerado.

 

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Tempo de exposição: 6:30 minutos, céu aberto, UV alto. Lavagem: 20 minutos iniciais, troca de água. 10 minutos com adição de 20ml de H2O2. Lavagem final, 10 minutos com água corrente.

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Tempo de exposição: 6:30 minutos. Idem.

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Tempo de exposição: 7 minutos. Idem, idem.

Na semana que passou fiz uma postagem como título ” Gelatina de Ferro”, descrevendo todo o processo, da idéia inicial até o banho final nas impressões.
Hoje, aproveitando o índice UV extremo, mais duas imagens, com algumas alterações nos tempos anteriormente usados.

Exposição a céu aberto, sem nuvens e luz do sol direta. Negativos em papel encerado. Papel desconhecido com gramatura aproximada de 150g (?).  Tempo de exposição: 6 minutos. Primeiro banho com alumem: 2 minutos. Banho final: 30 minutos. ( 1o minutos em água corrente; 10 minutos em água parada com adição de 15 ml de H2O2; 10 minutos finais em água corrente.) Durante a fase molhada, todo o cuidado possível no manuseio do papel que logo nos primeiros 10 minutos já estava bem saturado de água e pronto para se rasgar com qualquer toque mais brusco.

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