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A gaúcha Isabella Carnevalle teve seu primeiro contato com a fotografia alternativa em 1998, em São Paulo, onde, com Cris Bierrenbach, explorou o processo Marrom Van Dyke.

Seu interesse pela cianotipia se inicia sob a inspiração dos fotogramas de Anna Atkins.
” Comecei bastante interessada nos fotogramas de plantas, inspirada na Anna Atkins. Eu colhia flores do meu jardim e trabalhava com elas. Buscava transparências, e fui pesquisando tempos de exposições, espessura das pétalas e folhas, coisas assim. Em paralelo também surgiu o interesse pelas pinceladas e como elas influenciavam no resultado, mudando interpretações. Por fim, o tempo de lavagem, quando surgiam novos tons além do azul, que ia esmaecendo, trazendo tons quentes além do azul.

Em breve percorrei novos caminhos na cianotipia. Estou mudando a linguagem. Vou trabalhar com interferências, brincar mais c negativos e fotogramas, juntá-los, unir textos… pesquisas em andamento!”

Isabella também desenvolve um trabalho de arte educadora promovendo periodicamente oficinas para ensinar e mostrar o potencial da cianotipia.

Para ver mais.


Impressiona como em pouco mais de vinte anos todo um conhecimento, acumulado ao longo de mais de um século, é esquecido.

E impressiona, mais ainda, é que com toda a facilidade de se encontrar sites com descrições precisas dos processos, toneladas de fórmulas e explicações sobre cada um de seus compostos e qual sua função, praticamente ninguém se dá ao trabalho de pesquisar e estudar.

Quer aprender ou reaprender como funciona a fotografia tradicional ou conhecer algum processo histórico? Vá estudar!

Ainda tem dúvidas? Pergunte, mas, por favor, não pergunte o óbvio. Pense antes e não use a cabeça só para separar as orelhas.

Em Viseu, Portugal, uma oficina de cianotipia que usou este blog como referência. Feliz por saber que o trabalho não é em vão.

O Workshop de Cianotipia foi dinamizado em parceria com o Instituto Português do Desporto e da Juventude de Viseu e contou com a presença de cerca de 30 participantes. A Cianotipia é um processo simples e bastante versátil, quase sempre tratado como mera curiosidade e que tem na escala de azul sua principal e distinta […]
(não localizado o crédito do autor da foto)

No Lab Clube, uma boa oportunidade para quem deseja mais cor nos processos alternativos de impressão fotográfica.

Em 2006 comecei a pesquisar o que era essa tal de fotografia alternativa. Na época, somente um punhado de pessoas sabia do que se tratava, e um número menor ainda se aventurava em fazer alguma coisa.
Passados 12 anos o panorama mudou bastante. Agora existem grupos mais ou menos organizados que se dedicam a divulgar os processos históricos. Pessoas que entendem que esses conhecimentos não devem ser esquecidos e que realmente têm um trabalho sério, e  outras que “estão na onda”, mas que logo migrarão para o novo “trend” (odeio essa palavra).
A quantidade de interessados cresceu e a oferta de cursos e oficinas, também (Adam Smith é implacável). Porém há que se ter  cuidado para não jogar dinheiro pela janela. Se você quer aprender a primeira coisa é saber quem vai te orientar. Tem história? Mostra o que faz? Estuda? Dá suporte depois?

2006. Meu primeiro papel salgado bem sucedido. (Ainda com as marcações do fotolito)

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