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Qualquer um que ultrapasse o estágio inicial da mera curiosidade sabe que, no Brasil, o número de pessoas que estuda e pratica qualquer processo fotográfico alternativo não passa de “meia-dúzia-de-três-ou-quatro”. Por isso mesmo, é sempre bom descobrir mais um.

Alex Gimenes, de São Paulo, está desenvolvendo um projeto para produzir ambrótipos e ferrótipos e confirmando a regra sabida por todos que entram no campo da fotografia alternativa: Não existe nada pronto na prateleira da loja. Qualquer coisa, você vai ter que fazer.

Tanques de sensibilização e fixação.

                                    Tanques de sensibilização e fixação.

Por conta de um mortal triplo carpado, com rosca invertida, que a vida algumas vezes aplica, minha primeira coleção de máquinas fotográficas foi para outras mãos. Agora, recomeçando.
Para se colecionar qualquer objeto industrial um parâmetro fundamental deve ser seguido. A peça pode apresentar sinais de desgaste ou da passagem do tempo, porém todas as funções originais têm que funcionar perfeitamente, ressalvados, obviamente, casos excepcionais por conta da raridade da coisa.

Juntar equipamentos quebrados não é coleção, é acumulação. E isso, é caso para psiquiatria.

Chinon CX

Chinon CX, 1974, lente 55mm 1:1.7. 35 mm.  Típica máquina fotográfica dos anos 1970. Corpo metálico. Pesada se comparada com os equipamentos atuais. A única eletrônica incorporada é um fotometro. Funcionando perfeitamente, inclusive o temporizador.

Fundada em 1948 por Chinon Hiroshi é, desde 1997, controlada pela Kodak Japan Ltd. Se quiser saber um pouco mais sobre a história, clique aqui.

 

Mesmo que a tecnologia me permita fazer imagens com um smartqualquercoisa, não é motivo para que técnicas e processos históricos, comercialmente não mais viáveis, devam ser esquecidos e eliminados como se jamais houvessem existido.

Aqui vai um primeiro passo para reproduzir os primeiros passos.

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Um conjunto intercambiável com uma lente simples, com distância focal de, aproximadamente, 25 mm, sem diafragma, e 3 pinholes em alumínio. Um com 0,1 mm ( esse vai dar trabalho com todas as distorções de imagem que se possam imaginar). Outro com 0,2 mm e o último com 0,3 mm. O suporte de latão foi reaproveitado a partir de um filtro de parede velho.

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Próximas etapas: Fazer alguns chassis para filme/papel fotográfico/vidro/metal. Montar um “caixote” e, quem sabe, voltar no tempo até o daguerreótipo.

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Como já disse no post anterior, a fotografia é antes de tudo uma técnica. Independentemente do tema, ou do objeto, ou do processo utilizado para transformar o que é visto pelos olhos e interpretado pelos olhos do fotógrafo em algo permanente, o ponto inicial para sua execução será sempre um procedimento técnico.

Segue a primeira tabela de testes realizados com o medidor de UV com a anotação das voltagens geradas e as condições das tomadas.

Data: 09/05/2016.

Céu aberto. Nebulosidade leve com pequenos trechos mais intensos.

Índice oficial de UV: Alto

As leituras foram feitas com o aparelho na mesma posição para não haver influência do sensor em relação a posição do sol no momento da leitura.
As leituras foram feitas em intervalos de uma hora, entre as 10 e as 14 horas. Esse intervalo foi escolhido por ser a melhor janela para a exposição ao UV solar para fins de impressões que usem processos alternativos.

A cada hora foram feitas duas leituras. A primeira para a incidência no sensor e a segunda com a utilização de uma placa de vidro com 1 mm de espessura. Isso foi feito por conta de ser o vidro componente obrigatório de qualquer aparato usado para fazer as exposições.

 

Hora Leitura direta Leitura com placa de vidro 1mm Diferença percentual entre as duas leituras
10:00 399 mV 197 mV 49%
11:00 555 mV 267 mV 48%
12:00 583 mV 287 mV 49%
13:00 485 mV 235 mV 48%
14:00 288 mV 148 mV 51%

 

A variações podem ser resultado da própria variação da nebulosidade. Com exceção, talvez , da última tomada por conta da inclinação do sol  ( variação da nebulosidade + espessura da placa de vidro )

A perda de energia por conta do milímetro do vidro pode ser considerada, para efeitos práticos, como sendo de 50%. Isso Não implica dizer que se for utilizada uma placa de 2 mm a perda será de 100%. Novas leituras deverão ser feitas com placas de 2 e 3 milímetros.

12:00. Leitura direta.

12:00. Leitura direta.

12:00. Leitura com placa de vidro 1mm

12:00. Leitura com placa de vidro 1mm

Fotografia é técnica aplicada. Uma boa imagem é o resultado do conhecimento técnico do fotógrafo associado à sua sensibilidade, ou criatividade, ou qualquer outro nome que se queira dar a essa parte intangível que usa a técnica para se expressar. Além de ser uma técnica, a fotografia depende de equipamentos para sua execução. Quanto maior for o domínio de fotógrafo sobre os vários equipamentos utilizados, maiores serão as chances de sua “arte” produzir um bom trabalho.
Quando falamos em fotografia alternativa o que foi dito acima também vale, ainda que sejam equipamentos básicos, improvisados ou mesmo criados para atender a uma determinada situação que surgiu, mesmo assim ainda são ferramentas externas que possibilitam a execução de um trabalho.

O maior problema de quem pratica algum dos processos alternativos de impressão fotográfica, usando o sol como fonte de UV, é saber qual o tempo correto para uma exposição.

Qual a intensidade do UV no lugar e na hora que se está fazendo a exposição? Os índices indicados nos sites meteorológicos podem até ajudar para que se tenha uma noção da média de uma determinada região, porém se existir a possibilidade de se obter o índice no ponto exato onde será feita a exposição, maior será o controle sobre o tempo necessário.

A contrário do que pode sugerir o senso comum, altos índices de radiação UV não são garantia de bons resultados para qualquer processo alternativo de impressão fotográfica. A velocidade com que se alcança a densidade máxima nas áreas de sombra gera uma perda quase total dos detalhes da imagem, além de tornar indefinidos os limites entre as áreas de sombra e de altas luzes resultando em uma imagem “nublada”. O tempo de exposição deve sempre que possível ser adequado às condições existentes no momento que é feita. Isso evita o desperdício de papel, química e tempo para acertar ponto. ( Mais ainda para quem está iniciando.)

Por sorte tenho um amigo que, além de engenheiro, é fotógrafo e, principalmente, curioso. Então, conversa vai, conversa vem… surge uma idéia e aparece uma caixinha.

Medidor de UV

Medidor de UV

As primeiras medidas já estão sendo feitas. Depois, começar a relacionar as voltagens obtidas com os graus de intensidade… Ainda algumas contas pela frente.