Quando da postagem sobre a preparação do soro, mencionei o uso do whey em pó como alternativa mais prática a todo o processo envolvendo o leite.
Porém, ao usar whey em pó, comprado em uma dessas lojas que vendem temperos a granel, tive uma surpresa nem um pouco boa.
Após pesar o whey, chacoalhar bastante e filtrar duas vezes o líquido, preparei duas folhas de Cason Aquarela. Secagem, ok. Aplicação da solução de nitrato de prata com uma gota de tintura de iodo, ok. Nova secagem, no escuro, ok.
No dia seguinte, desastre. Os dois papéis já estavam velados com uma cor marrom alaranjado em toda a área da aplicação da solução de nitrato. (Palavrões, murmurados em voz baixa.) Deve ser alguma coisa com o papel.
Novo teste. Dessa vez com um Hahnemühle 300g. Mesmo resultado. (Mais palavrões.)
A solução de nitrato foi preparada da mesma forma que deu resultado positivo. Papéis de dois fabricantes mostraram a mesma reação, portanto pouco provável ser culpa do papel.

Ficha caindo! Só pode ser o whey.

(Aqui um parênteses para os jurássicos que brincaram com o Laboratório Químico Juvenil. Alguém lembra da experiência para saber se havia amido em alguma coisa? Pingar uma gota de iodo sobre uma fatia de batata? Pois é.)

Na satisfação de ter encontrado o whey em pó tão facilmente, não prestei a atenção devida ao que estava escrito na etiqueta. Dizia: Whey 80%. Porém, sem dizer o que seriam os 20% restantes. Feito o teste com o iodo e bingo. Amido!

Assim, enquanto não encontrar whey em pó 100%, fico com o leite e ainda ganho uma pastinha para passar no pão ao final do processo todo.

Pedaço do Canson Aquarela e whey com a adição de uma gota de tintura de iodo.

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