A rigor todo e qualquer papel fotográfico fotoquímico pode ser enquadrado nessa categoria. Sempre existem sais envolvidos na reação, sejam eles de prata, ferro, cromo, ouro, platina ou paládio. Porém se convencionou chamar de “papel salgado” o mais básico dos papeis fotográficos que envolvem o uso da prata.
Processo dominante de impressão até o início da década dos 1860 e comercialmente mais bem sucedido que a imagem  única fornecida pelo processo do daguerreotipo, foi o primeiro processo a possibilitar um número ilimitado de cópias de uma mesma imagem.

No papel salgado a formação do cloreto de prata fotossensível, resultante da reação entre o cloreto de sódio ( sal de cozinha) ou de amônia e o nitrato de prata se dá dentro das fibras, gerando uma imagem sem brilho ( mate) e com densidade máxima relativamente mais baixa.

 

Para melhorar a qualidade da imagem e dar um pouco mais de profundida é necessário que se use mais um componente na preparação do papel. Um selante/agregador orgânico como, por exemplo, gelatina ou amido de milho, que irá agir de forma a impedir que os cristais de cloreto de prata se formem mais profundamente no papel,  aumentando sua concentração nas camadas mais próximas a superfície. Alguns autores indicam que o uso de diferentes compostos e diferentes concentração podem alterar as tonalidades finais da imagem.

Além da dupla cloreto e nitrato mais um composto químico  acidulante deve ser adicionado à solução. O ácido cítrico por não ser um ácido forte é normalmente a escolha. Apesar de não ter qualquer participação na formação da imagem, sua função é minimizar o surgimento de véus e evitar um rebaixamento muito acentuado por ocasião da fixação.