Processos históricos e alternativos carregam um risco para os fotógrafos que os praticam.

Não estou falando do contato direto com os químicos envolvidos nem da exposição excessiva à radiação UV, para isso existem luvas, máscaras e protetor solar. O risco é outro, bem mais sutil.

A empolgação da (re)descoberta de um processo qualquer, a pesquisa e estudo das fórmulas e dos diferentes tipos de papeis, não podem servir como desculpa para a execução de fotografias mal feitas.

A falta de cuidado na composição, as exposições feitas, por pura preguiça,  no automático e a falta de conhecimento da principal ferramenta que é a luz  terminam por prejudicar toda a preparação para se fazer uma impressão usando qualquer processo alternativo.

Um papel salgado preparado com todo o cuidado quanto ao papel e as medidas exatas dos reagentes, exposto, “revelado” , fixado e lavado com os tempos certos, será somente um exercício fútil de virtuosismo técnico se a fotografia escolhida for ruim, e nada além disso.

(Isso também vale para a turma do “Depois eu conserto no photoshop.”

Conserta p**** nenhuma!

Fotografia mal feita vai sempre ser uma fotografia mal feita e pouco adianta macaquear as deficiências com meio quilo de programas, máscaras e filtros.)