O texto abaixo é a versão em português do artigo original, escrito em inglês, enviado ao site Alternative Photography e publicado em 18/05/2011.

Talvez uma das maiores limitações da maioria dos processos fotográficos alternativos seja o fato de que cada imagem feita não pode ser exatamente reproduzida, cada cópia feita vai sempre apresentar uma diferença. Isso é especialmente válido quando o processo é o da lumen print.

A única maneira de se conseguir uma cópia de uma lumen é escaneá-la e, a partir do arquivo digital, fazer quantas cópias quiser, mas isso seria fugir um pouco de toda a filosofia por trás da pratica da fotografia alternativa. Sem mencionar a sempre presente tentação de “melhorar” a imagem digitalmente.

Pensando nisso, e depois de testemunhar uma discussão entre dois amigos para ver quem iria comprar uma de minhas lumen, resolvi tentar uma idéia que há muito tempo ia e vinha na minha cabeça.

Considerando que, tanto o papel fotográfico, quanto o filme são basicamente um suporte físico qualquer onde uma emulsão fotossensível é colocada, não deveria haver qualquer problema em usar um filme ao invés do papel fotográfico, criando dessa forma, um negativo lumen.

Após preparar, com cartolina preta, algumas “molduras” e apanhar algumas plantas pequenas, usei um filme Kodacolor 200 para fazer o primeiro teste. (Se quiser tentar, não esqueça de ter uma pinça por perto. Algumas vezes é bem complicado posicionar o material sobre a área de um negativo 35mm.)


O filme foi exposto por um período de 25 minutos, com a a luz do sol incidindo diretamente, e imediatamente fixado por 5 minutos e com agitação constante e suave. O fixador usado com diluição de 1:2. ( Apesar do Kodacolor ser um filme para cópias coloridas, revelado com o processo C-41, o fixador utilizado foi o de uso geral para materiais em preto e branco.)

Depois de fixada, a tira de filme foi lavada por 30 minutos em água corrente.

As cópias foram feitas em um laboratório  comercial. 



Tudo é muito fácil e não sei se já foi tentado antes, ( não encontrei nada na internet sobre isso), mas creio que exista ainda muito espaço para experiências com outros tipos de filme e viragens.