No post , “Ainda mais uma para cianotipia – Visual”, datado de 21/09/2009 , foram mostradas as etapas para se fazer uma cianotipia e lá, para contornar a falta de equipamento adequado, a exposição do papel sensibilizado foi feita com um “sanduíche” formado por duas placas de vidro.

Os fotógrafos dos primeiros tempos usavam um chassis próprio para fazer as impressões que, como já foi dito algumas vezes no blog, eram feitas por contato e, atualmente, os fotógrafos europeus e norte-americanos que se dedicam à fotografia alternativa têm a sua disposição não só ainda alguns bem valorizados chassis antigos, mas também pessoas que não perderam o conhecimento do objeto em si, como também conservaram a técnica e a habilidade de construi-lo. (Infelizmente, em Pindorama, o passado não serve como fonte de conhecimento, a experiência é confundida com senilidade e a memória, na melhor das hipóteses, vai somente até a dança da moda no último verão ou o refrão de alguma música sertaneja).

Mesmo assim, o otimismo continua a ser um traço característico do povo pindoramense, (ou será pindorâmico), e sempre que posso procuro um jeito de conseguir algum livro de época para estudar e conhecer melhor esse ou aquele processo alternativo ou algum equipamento específico. Muitas vezes não encontro nem um nem outro mas, de vez em quando, alguma coisa dá certo e dessa vez foi alguém que não fez cara de espanto ou pena e que acabou se interessando em construir o dito chassis.

Pois então, lá vão as fotografias do chassis para fazer exposições com processos fotográficos alternativos, construído pelo amigo José Geraldo Ferreira.

Se você quiser encomendar um é só ir para a página de equipamentos.

Chassis desmontado

janela para inspeção da imagem sem alterar o registro do negativo

Chassis fechado

exposição