Na execução de uma cianotipia é possível se ter algum grau de controle sobre o contraste da imagem que se pretende fazer.

É óbvio que a situação ideal é a utilização de um negativo bem exposto e corretamente processado e ampliado, mas como isso nem sempre é possível, ou então quando desejamos fazer algum ajuste adicional, não faz mal saber quais as possibilidades para tanto.

Para negativos pouco contrastados, a adição de duas ou três gotas de uma solução a 5% de dicromato de amônia para cada 2 cc de sensiblizante irá intensificar o contraste geral da imagem. Apesar do efeito geral, deve se prestar alguma atenção no uso do dicromato pois os meios tons perdem um pouco  em latitude.

Outra característica do uso do dicromato é a redução da sensibildade da solução ao UV. Isso pode ser contornado ou com o aumento do tempo de exposição ou com o uso de uma fonte mais intensa de UV.

Uma segunda possibilidade é, na fase de preparo do papel, aplicar uma segunda camada de sensibilizante. Essa aplicação deve ser feita somente quando a primeira camada estiver completamente seca. O uso da segunda camada aumentará o contraste geral da imagem, especialmente nas áreas de sombra.

Pelo fato de haver uma saturação de sensibilizante, a exposição deve ser ajustada de modo a que a reação possa ocorrer de forma completa. Caso isso não seja feito a tendência da imagem é ser “lavada” no momento da revelação.

Finalmente, a terceira maneira é a simples diluição com água da solução sensibilizante. Essa diluição não pode ser muito alta pois acarreta em uma significativa redução da reação entre os sais utilizados e o UV. O volume de água não deve ultrapassar 10% do volume do sensibilizante.

Mais um pequeno lembrete:  as imagens produzidas pela exposição direta à luz do sol são menos contrastadas e têm uma maior latitude tonal, já  aquelas que são feitas com fontes artificiais de UV, apresentam um contraste mais pronunciado, porém com uma gradação tonal menor.