Como já foi dito antes, a fotografia não foi uma invenção de uma única pessoa. A criação de processos e a descobertas de novas substâncias fotossensíveis é, na verdade, uma sucessão de pequenos experimentos feitos por diversas pessoas ao longo do tempo.

Um bom exemplo disso é o processo de impressão tradicionalmente denominado goma bicromatada (os bicromatos são atualmente denominados dicromatos). Seu início se dá com o escoces Mungo Ponton.

Mungo Ponton (fotografia de domínio público)

Mungo Ponton (fotografia de domínio público)

Em 1839, Ponton descobriu que os dicromatos eram fotossensíveis e utilizando dicromato de sódio e um colóide conseguiu produzir uma impressão fotográfica. Note bem o ano, 1839. O daguerreotipo já era popular e Talbot já havia divulgado sua calotipia.

Posteriormente, com base nos experimentos de Mungo Ponton, Talbot, percebeu que colóides, tais como a gelatina e a goma arábica se tornavam insolúveis quando expostos a luz (leia-se UV). Depois disso, em 1855, o francês Alphonse Poitvin adiciona pigmento a base de carvão e cria a impressão em carvão (carbon print) e, finalmente,  em 1858,  John Pouncy usa pigmentos coloridos para criar as primeiras impressãoe fotográficas coloridas.

O processo da goma bicromatada é, sem dúvida um bom exemplo de como uma descoberta vai sendo aperfeiçoada ao longo do tempo através das contribuições de muitas outras pessoas. Trata-se de um processo, ao mesmo tempo simples e bastante complexo por conta do relativo pouco controle que se tem e das possibilidades de intervenção física direta por parte do fotógrafo.

Se o sol ajudar, no próximo post, o processo com a goma bicromatada com as fotografias de suas etapas.