A utilização do processo do papel salgado veio libertar a fotografia do beco-sem-saída representado pela daguerreotipia cujo processo, que além de caro e trabalhoso, gerava somente um exemplar de cada imagem.

O número ilimitado de cópias que o uso do papel salgado permitiu a partir de um único negativo serviu para dar início a primeira onda de popularização da fotografia. Entre os anos de 1840 e 1855 foi o processo dominante até ser abandonado em favor do papel albuminado.

O processo é simples com a formação de uma camada fotossensível diretamente sobre o papel através da combinação do nitrato de prata com um haleto qualquer (cloreto, iodeto ou brometo) ou suas combinações. No caso dos primeiros papeis salgados a sensibilização dos papeis era feita com a combinação do nitrato de prata com o cloreto de sódio (sal de cozinha), resultando em cloreto de prata fotossensível.

Posteriormente foi percebido que se fosse adicionado ao processo um componente orgânico, a imagem resultante seria bastante melhorada posto que a formação do cloreto de prata se daria sobre o papel e não entre suas fibras. Esse elemento orgânico foi a gelatina ( existem algumas fórmulas que indicam o uso de amido, mas o efeito final, seja com a gelatina ou com o amido, é praticamente o mesmo).

Além da gelatina a química do processo foi ainda aperfeiçoada com a adição de ácido cítrico, que em conjunto com o sal e o nitrato criava um citrato que contribuí para a cor final da cópia.

Esse processo é creditado à William Henry Fox-Talbot que o desenvolveu para obter as cópias positivas de suas calotipias.

Amanhã, continuamos com o passo-a-passo do processo.